quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Tempo


Houve um tempo em que tudo parecia feliz novamente.

Tempo de alegria, tempo sem horário marcado, de almoço especial com a família reunida, de orações em grupo, de aprender um novo dialeto, de festa surpresa, de festa não surpresa, de jogos de carta, jogos de tabuleiro, de karaokê ou de xixa.

Tempo de praia, de camarão, de queijinho na brasa, de jacarezinho, de tomar uma no quiosque ouvindo músicas bizarras e dando risadas aos montes. Tempo de comprar lembrancinhas e guardar na lembrança um lance de verão. Um lance é mesmo só um lance!

Tempo de ter/ser família de novo.

Tempo de conquistar novos amigos, contar e recontar segredos, ouvir fofocas, de brincar de “verdade ou consequência” ou de “eu nunca”. Tempo de me desapaixonar por quem não mais merece e me apaixonar pela opção mais gostosa e, ao mesmo tempo, a mais impossível.

Tempo de reaproximação, de visitas, de lidar com atitudes inesperadas.  De Burger King, de fazer compras como mocinha e de aprender a trocar pneu. Tempo de sentir vontade de resgatar quem ficou no passado.

Tempo de me decepcionar e de ter tempo para dar atenção a isso. Tempo de esquecer, de ignorar ou resolver. Tempo de ter várias escolhas.

Tempo de ouvir o que os outros tinham a me falar. De conflitar ideias, de brigar, de querer fugir de casa e de, graças a Deus ter para onde ir sem ferir os que ficaram. Tempo de tentar curar ou de ferir menos, quando possível.

Tempo de estudar o presente e planejar o futuro. Tempo de fazer promessas. Tempo de reflexões. Tempo de mais mudanças.

Tempo de ter tempo, de gostar do tempo, de fazer mais tempo e de querer mais tempo.

Esse tempo feliz era o tempo de férias.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Personal Bubble Space


OK. The thing is:

I'm, literally,  a large person. So I NEED a large personal space and you would need a LARGE effort to invade it and get into my bubble.














But I do believe you could gently do that at some point.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Exemplar Disponível Ao Roubo

Miguel é confuso, misterioso, inteligente...
É politicamente rebelde.
É um homem de repetições sem propósito
E de métodos que não se sabe definir se arcáicos ou modernos
Pelos efeitos que nos causam.

Miguel quer esquecer os dezembros.
Suponho que tal mês o remeta a uma louca solidão,
Como a de um pombo que vive numa praça de Londres.

Miguel é inseguro e "sangra dúvida".
É sagaz e nada fugaz.
Miguel é exótico!
É mentiroso, mas é romântico...
Feliz de Marina que recebe a libertinagem erótica de Miguel.

Feliz o acaso,
O mar e o lar.
Feliz alcova
Que aninha Miguel, Marina
E toda a Irmandade.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Decepção


Sobre a minha insilenciável decepção com os homens durante o ano que passou, e mais uma vez, os digo:



Gostar de verdade de futebol

Ouvir músicas variadas

Ser ciumenta, mas ser discreta

Não ter medo de barata

Não fazer questão de que abram a porta

Não pedir que carreguem o peso

Dividir a conta

Não querer ir fazer compras

Não beber

Beber

Dirigir

Ir a Amsterdã

Ir ao Encontro de Jovens com Cristo

Falar três línguas

Trabalhar

Querer receber uma nova família

Gostar de crianças

Escrever poemas

Cozinhar

Lavar

Querer viajar

Achar o maior charme dormir em barracas

Ser, literalmente, flexível

Quase nunca ter dor de cabeça

Ser sincera ao falar de sentimentos

Ser uma princesa

Não ser uma princesa...



Para (a maioria d)os homens, nada disso tem mais importância do que um corpo magro, um cabelo bem arrumado, um rosto maquiado, um pescoço perfumado e um par de seios a mostra.



domingo, 25 de dezembro de 2011

Sobre meu Natal



Por inspiração de minha querida amiga Karine Colen eu gostaria de justificar o fato de eu não mais gostar de Natal:



“Natal pra mim é uma data bem triste, é quando as pessoas lembram o quanto é importante ter uma família e o quanto cada um que já se foi ou que não está por perto faz falta dentro de nós. Aparecem os choros, os abraços que não foram dados o ano todo, as palavras de carinho que deviam ser ditas no dia-a-dia...”



Eu sinto falta de ter uma família e de poder ter por perto as pessoas que são importantes. Qual é a dificuldade de demonstrar carinho no dia a dia? Falta coragem? Tempo? Ou falta mesmo carinho? Sim... Porque se o que falta é carinho, aí está tudo explicado! E o que resta para a noite de Natal é um turbilhão de falso sentimentalismo ou de pura hipocrisia.


A magia do Natal, para mim está neste momento em que as pessoas se olham, se abraçam, se perdoam, conversam e se amam como em nenhum outro dia do ano. Natal é sim uma data especial. Fato! Palavra de quem consegue ser sensível todos os dias do ano. O que quero dizer com isso? Que eu que não costumo perder a chance de demonstrar carinho. Portanto, eu me perguntei hoje pela manhã qual seria o sentido deste Natal para mim.


A minha proposta para o ano que acabou de passar tinha mesmo sido tentar ser mais egoísta, me (pre)ocupar mais comigo e de mim mesma. Com isso, abraços deixaram de ser dados, cartas deixaram de ser escritas, aniversários deixaram de ser celebrados, visitas deixaram de ser feitas, amigos deixaram de ser acompanhados, ligações deixaram de ser feitas, e-mails deixaram de ser respondidos, colegas deixaram de ser levados a sério, pessoas pararam de ser tão admiradas, estrangeiros deixaram de ser amados, favores deixaram de ser feitos e a tolerância, bem como a paciência, tiveram limites. Não amei ninguém menos devido tal escolha, mas tenho a certeza de que fui menos amada. Me senti menos amada, mas aprendi a me amar mais. Contudo me amei sozinha. E, por isso, também hoje quis avaliar se o meu auto investimento valeu a pena.


Eu não sei.


O que me falta não é coragem, tempo nem disposição para demonstrar mais amor aos que estão sempre comigo. Falta é estímulo! Falta que as pessoas tenham paciência, tolerância, carinho, consideração e respeito. Não exijo que sejam na mesma medida, pois aprendi, com uma pessoa muito especial, que nunca devemos esperar que os outros nos amem com a mesma intensidade e da mesma maneira como as amamos. O que eu espero, sempre esperei e continuarei esperando é que, de alguma forma, todo o amor que sinto, todo o carinho que demonstro, toda a preocupação e zelo que sinto fossem recíprocos.


Se você de alguma forma sentiu a minha falta ao longo deste ano, tenha a certeza de que não foi recíproco. Se foi, perdão... Eu não senti o suficiente. Eu esperava mais de você, mas nunca pude cobrar.


O que espero do Natal é o que espero todos os dias ao sair da minha cama ou chegar cansada em casa. É que seja verdadeiro, intenso e recíproco.



terça-feira, 15 de novembro de 2011

Ainda sem entender


"Não sei o que fazer do que vivi, tenho medo dessa desorganização profunda. Aconteceu-me alguma coisa que eu, pelo fato de não a saber como viver, vivi uma outra?"

LISPECTOR, Clarice. A paixão segundo G. H. p. 9.


sábado, 15 de outubro de 2011

Casa Azul


A casa azul não é mais azul.
Agora ela tem uma alva paz perturbada por alguns rabiscos negros.
Então é assim que a história segue?


quinta-feira, 9 de junho de 2011

sábado, 4 de junho de 2011

Encontro de amigas



- Agora é a vez da Luana.


- Bem... Eu não marquei o meu noivado, não sei quando vou me casar, não decidi onde vou morar, nem fui promovida.


- Você é como a mulher do livro, amiga.