segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Neném

Neném

Vander Lee Preciso de alguém Que não me dê sossego Que me tire uns bicho de pé Me faça cafuné, me chame de seu nêgo.

Preciso de alguém Que me escove os dentes Que me faça muito carinho Me sirva um bom vinho e me dê presentes.

Alguém que me faça massagem e me passe pom-pom Que adore uma sacanagem, me suje de batom

Eu preciso de alguém Não me bate porque sou neném Não me trate com desdém Eu sou cheio de nhem nhem nhem. Nhem nhem nhem...

Preciso de alguém Pra bater o meu ponto Pra me dar roupa lavada, passada E rir das piadas que conto

Que me traga jornal Cafezinho, cerveja E que nunca fique de mal, Que não goste de música breganeja

Alguém que me dê mamadeira, Me aplique Gelol E de Ronaldinho me chame Pra eu não dar vexame no futebol

Eu preciso de alguém Não me bate porque sou neném Não me trate com desdém Eu sou cheio de nhem nhem nhem. Nhem nhem nhem...

Os homens da minha vida!

Estranhamente eu queria a presença do Jojô naquele dia. Sentia uma saudade enorme! Dele, só dele. Queria contar tudo, como de costume e desta vez tinha que ser para ele. Tinha enviado uma mensagem para outra amiga, mas era a presença dele que me confortaria. As pessoas estranham esse apego e sempre me cobram explicações. Eu mesma custo a entender. E fico brava quando confundem esse carinho todo. Carol já era a quarta a perguntar. "Ele é um PA?" Isso é que dá ter homens como amigos. Além de ser atencioso, Jojô me trata com o carinho que eu espero ter de alguém que me conhece há anos. De alguém que acompanhou minhas mudanças e como eu disse a respeito do Thiago e da Gra acompanha essas mudanças mudando comigo. O fato é que eu queria contar para alguém aqueles novos sentimentos, e na ocasião o escolhi pela cumplicidade, confiança e liberdade.

Acho divertido e curioso essas minhas amizades com homens. Nunca é a mesma coisa do que ter uma amiga mulher. O dia que eu disser isso, provavelmente estarei mentindo.

Meu primo, o primeiro. Sabe de muito, entende muito das minhas santas loucuras mesmo porque partilhou de muitas delas. Hoje ele me trata feito uma princesa. Seu olhar de carinho e admiração... Só o seu olhar aquece o meu coração como pouco o fazem.

Sérgio é sem dúvida um dos melhores ainda hoje. Parte de mim ainda é dele e às vezes sinto necessidade de ir lá resgatar. Nos conhecemos bem e sempre estamos bem na presença um do outro. Meu porto, forças novas a cada abraço.

O Padrinho, Léo e Felipe. Eles estão longe, mas são daqueles que estão sempre por perto de tanto afeto. Sinto a presença deles comigo, penso neles sempre e sabe que isso às vezes me basta?

Rafa e Diegão. Amigos do colégio. Lindos! Como é bom ter um homem todos os dias por perto e como é grande a diferença que ao menos um deles faz no seu grupo de trabalho!

Vandinho é um amigo emprestado, quase que roubado. Fofo demais! Se ele soubesse o quanto me divirto com ele, o quanto me faz bem... Vander Júlio e suas gracinhas carinhosas. Seria ótimo tê-lo por perto de novo.

Elvis se tornou um dos mais especiais pela intensidade dos poucos momentos que tivemos juntos. Parte difícil da vida e sem ele poderia ter sido pior. Sem que ele se desse conta disso ele foi mais que um companheiro de trabalho, de golo e purrinha. Poder contar com alguém não tem preço!

O mesmo falaria do Jacó se de fato Elvis não tivesse ultrapassado o limite de ser especial. Mas eu preciso admitir que o carinho que Jacó demonstra ter por mim poucos o fazem sem medo de ser ridículo.

Os outros amigos do serviço deixam evidente minha afinidade com homens. Juan é o favorito! As bobeiras do Scott nos horários vagos me divertem tanto quanto a presença do Jonathan. Satisfação garantida na presença de qualquer um deles.

Davidson é a prova de toda a paciência que meus amigos têm que ter comigo. Não sei como ele ainda consegue gostar de mim. Sempre muito sincero e direto o que nem um deles faz com tanto carinho.

Ton e Thiago me olham com menos preguiça e são indiscutivelmente mais atenciosos.

Michel me parece outro depois que passamos a ter mais contato. Minha admiração por ele só cresce e o carinho também. Mas neste caso acho que os méritos não são só das minhas mudanças. Acho que ele também anda bastante mudado. Pelo menos comigo.

Dia após dia dou um jeito de revelar a importância de ter amigos sempre por perto, seja mantendo velhas amizades, aproximando os distantes ou fazendo novos amigos. Tenho mais um monte deles. Amizades que ficam difíceis de falar como a do Jojô lá no começo. A do Pacu por ser nova e já especial demais e a do meu irmão que merece uma postagem a parte. Não que as outras não mereçam, claro!

...

Fiquei aqui, pensando nos meus amigos mais especiais para não correr o risco de me esquecer de alguém importante. Estranho é ter preferências, não é? Parágrafo a parágrafo, nomeando tantos amigos eu ainda me lembrava da vontade de ter Jojô por perto.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Te esperando na janela.

Mais uma vez vi a paixão se misturar com interesses incontrolavelmente. Quando falamos dele o sentimento foi mais forte e inevitável. Eu tive dúvidas quanto à veracidade de tudo aquilo que se passava em mim. E surpresa me calei para ouvir o que diziam. Estávamos ainda a caminho. Eu ria sozinha no carro. Olhando distraída pela janela ao passo que prestava atenção no que falavam.

Momentos depois sua imagem me veio e eu me peguei pensando no quanto seria bom se ele estivesse naquela viagem com a gente. "Coisa boba!" - pensei logo depois surpresa com o embaraço de sentimentos. Seria pior se ele estivesse lá. Claro!

Ele estava tão longe e tão perto. Eu ansiava por ter notícias só mesmo para experimentar qual seria minha reação e o sentimento da vez. Algumas vezes acabava me esquecendo da promessa de ser mais discreta em relação aos meus sentimentos. Falo demais! Fui tomada por um arrependimento enorme e aquilo me martela o juízo até agora.

Tem sido divertido o desafio idiota de gostar de alguém que eu não deveria gostar. E o engraçado é que de todas as paixões esta foi a única que brotou de verdade, não inventada. Eu me sentia tão diferente depois daquele momento no carro. E apesar da preocupação estava satisfeita com a mudança.

Gra e Thiago (que para mim são um só) a todo o momento me mostravam que era verdade. Eu tinha mudado muito e eles mudado comigo. Isso era é extremamente saudável entre nós, até quando parece não ser. Descobri que o segredo de uma grande amizade é o afeto mais intimo que pode alguém demonstrar ter. Meus melhores amigos me tratam bem, cada um a seu modo. O fato é que me apego aos detalhes e, além disso, preciso reconhecer que também não sou nada fácil. Gosto de quem desgosto, desgosto de quem gosta de mim, me apaixono sozinha por alguém que eu nem queria, empatia para cá antipatia para lá, simpatia sempre! Eu pareço mesmo é não ter jeito!

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Conforto de Colen

Existe sempre um caminho até as boas lembranças do passado. Karine e sua família é um deles. Hoje, enquanto conversava com minha amiga sobre nossos relacionamentos amorosos (típico!), tive certeza que procuro mais que um namorado. Busco uma família postiça com direito a almoço de domingo, avó, tios bebendo, crianças gritando. É a família que não tenho mais, mas sempre acho uma para mim, nem que seja por uma noite.

domingo, 21 de dezembro de 2008

A prova.

Eu, devido à ocasião, a achei divertida. Meu irmão e eu experimentando o meu celular novo. Tá aí uma cena para se guardar na seção de boas lembranças: meu irmão e eu brincando de tirar fotos pela manhã de um domingo que antecedia o Natal.

Ele brincava com as cores e eu com as poses. Mais que fotografar, adoro ser fotografada. Largada e de pijama, soltei os braços na cama, respirei fundo e fiz língua indicando que já estava cansada de fazer poses. Assim nasceu a tal foto. Era a Luana domingo de manhã se divertindo na cama do irmão, mas disseram que era uma Luana bêbada, sexy, noiada, com sono, afim de dar, horrorosa, boba, bonitinha...

A prova da multiplicidade do meu ser. E é claro que eu continuo me divertindo com isso.

Heranças.

Do meu avô paterno, com quem tive pouco contato, pouca coisa. Quase nada, eu diria. Só mesmo a paixão pelo quibe e a receita da família.

Da vovó os cravinhos no nariz, o braço mole, as maioneses só de batata e milho e a preguicinha ao assistir o “Jornal Hoje” após o almoço.

Do papai a orelha de preguiçosa, a mão gordinha, pequena, de unhas frágeis e delicadas. O tempero na comida, o apreço pelo fogo e pelo céu. O gostar de cerveja e cachaça. O rock e o bom humor. Tem também a vontade de querer tudo ao meu jeito, mas fazer isso de forma bem mais singela que meu pai.

Da mamãe os cabelos sempre pouco bagunçados, a pele clara, cheia de pintas. As sobrancelhas, a paciência nas horas necessárias e a falta de paciência com mosquitos e formigas. O gosto por músicas calmas de melodia fácil e letra que fale de amor. A fé simples e os sentidos aguçados de mulher.

Da irmã as bandas, cores e roupas favoritas. O hábito de se depilar, descolorir, fazer as unhas e espremer cravos no domingo à tarde.

Do meu irmão o pé largo, gordo e que vive descalço. A paixão pelo Campeonato Brasileiro e a voz baixa.

Não me lembro onde li um texto bem parecido com esse. Falar das heranças é mesmo algo bastante engraçado. Enquanto escrevia, parava, pensava... Buscava mais semelhanças na família do meu pai, mas os conheci tão pouco que nem sei.

Da vovó Pepita deu uma saudade... Não sei se tenho mais coisas da minha avó, mas a melhor herança é mesmo a lembrança de ter sido neta. Uma das caçulas. Paparicada! Eu também era uma gracinha de menina, salvo as pirraças. Queria ter tido mais tempo com a vovó, queria ter aproveitado mais dos almoços de domingo. Mas...

Do papai e da mamãe vivo descobrindo uma coisa ou outra. Não sei com quem me pareço mais, só sei que tenho muito dos dois. Mais do que os laços biológicos estabeleceram.

Da Tatá, muitas lembranças da adolescência. As melhores dela eu diria. As descobertas, as mudanças, as adaptações... Parceira para escolher a cor das paredes do quarto, fã clube, afinidades políticas... Essas coisas que a gente faz quando ainda é adolescente e não sabe de nada. Da minha irmã herdei o prazer de saber ser cúmplice, de ser amiga e bastante sincera, embora não tenha aprendido sinceridade com ela.

Meu irmão ainda é presente demais para me deixar heranças definidas. O pé largo não poderia ter puxado de mais ninguém a não ser dele. As outras afinidades tenho descoberto dia após dia. Somos carinhosos, sabemos nos preocupar de forma discreta com os outros. Somos definitivamente discretos! Somos bagunceiros e organizados ao mesmo tempo. Sonhamos alto com os pés no chão. Não sei de o que mais... Estou descobrindo.

Tenho também muito dos meus professores, dos meus tios, dos meus primos e principalmente dos meus lindos amigos.

sábado, 20 de dezembro de 2008

Ainda morro de ciúmes...

Capto até aquilo que meus olhos fingem não ver. Sinto, ainda que eu mesma insista em não sentir. De fato, eu sou mesmo bastante esperta! Acredite, ou aposte (e perca) uma caixa de cerveja para ter certeza.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Que grosso! - pensei.

Como de costume, esta música estava na lista. Mas nesta manhã me importei em ler a letra e cantá-la aos berros. Não fosse ela ter insistido tanto em me lembrar que eu estou “apaixonada” ontem. Não fosse eu ter fingido que não dizendo: “Ah! Ele não está nem aí... Foi até meio grosso comigo na última vez que nos vimos.” Não fosse eu ter sonhado com ele.

Let Me Out

Ben's Brother

You sit and you stare and you wait and you wonder

You think "Maybe it's me and I'm being a fool."

You start to believe it's a curse that you're under

And you're just a doll for a girl who is cruel

With a pin.

So let me out,

Or let me in

And tell me how

We can win.

Cause I really wanna know now,

Before I begin

To let you go.

So let me know. (Let me know)

I'd rather be wandering hungry and homeless

Than here in the warmth of a silent defeat

You've gotta be honest with me and be ruthless

‘stead of shifting uncomfortably there in your seat

And your skin...

So let me out,

Or let me in

And tell me how

We can win.

Cause I really wanna know now,

Before I begin

To let you go.

So let me know. (Let me know)

And who'd thought I'd have the strength to say

"Let me out or let me in"?

But as the words are forming in my mouth

I wanna say them again, and again, and again, oh!

Let me out, or let me in, (Oh, no!)

And tell me how

We can win.

Oh, no! I wanna know now!

Before I begin, oh!

To let you go (to let you go)

Let me know.

O chato é que a música seguinte era:

Better Together

Jack Johnson

Mmmm, It's always better when we're together

Yeah we'll look at the stars and we're together

Well, it's always better when we're together

Yeah it's always better when we're together

domingo, 14 de dezembro de 2008

Na mesma.

Com as festas de final de ano, foi-se a preocupação com a boa alimentação.

Junto com o regime, foram-se algumas boas esperanças.

Com os amores inventados de cada semana, a certeza de estar cada vez mais longe de ter um de verdade.

Com a alegria de poder beber sem preocupação, a preocupação de ter falado (e pensado) demais.

Com o susto o medo de prometer não beber mais.

Com os acidentes menos expectativas.

Com a Bisguila os planos de corrermos pelo bairro de manhã.

Com a vergonha menos ousadia.

Com a ousadia mais vergonha.

Sem o anticoncepcional mais tensão, mais espinhas e nada de ... de médico eu quis dizer.

Com as noites mal dormidas as dores nas costas.

Com mais tempo, mais internet e um xingão de me deixar envergonhada.

Com as férias, preguiça.

Com o blog mais desabafos.

Com o msn mais segredos.

Com o blog, o msn e a preguiça menos visitas.

Com mais tempo para pensar, mais dúvidas.

Com mais dúvidas menos decisões.

E com menos decisões eu fico na mesma. Na mesma.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Poema Feminino

Qual mulher nunca teve: Um sutiã meio furado, Um primo meio tarado, Ou um amigo meio viado? Qual mulher nunca tomou: Um fora de querer sumir, Um porre de cair, Ou um lexotan para dormir? Qual mulher nunca sonhou: Com a inimiga morta, estendida, Em ser muito feliz na vida Ou com uma lipo na barriga? Qual mulher nunca pensou: Em dar fim numa panela, Jogar os filhos pela janela Ou que a culpa era toda dela? Qual mulher nunca penou: Para ter a perna depilada, (Se bem que o meu problema é com a virilha.) Para aturar uma empregada Ou para trabalhar menstruada? Qual mulher nunca comeu: Uma caixa de Bis, por ansiedade, (Eu!) Uma alface, no almoço, por vaidade, (Adoro alface!) Ou, um canalha por saudade? (Ô...) Qual mulher nunca apertou: O pé no sapato para caber, A barriga para emagrecer Ou um ursinho para não enlouquecer? Qual mulher nunca jurou: Que não estava ao telefone, Que não pensa em silicone (Sempre.) Que 'dele' não lembra nem o nome?

Desconheço a autoria. Recebi por e-mail de uma amiga. O que está em negrito é mesmo verdade. Os comentários foram inevitáveis.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Gosto

Gosto do gosto gostoso de gostar de você. O gosto de gozar do seu gostoso gosto. Como quem gosta do próprio gosto Ou do gosto que realmente escolheu ter Para gostar. Seu gosto é o gosto do gostar. Você me dá gosto. É gostoso. Mas você não é o meu gosto. Eu só gosto. Gosto do seu gosto. E gosto de ter seu gostar. Gosto.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Num pesadelo: eu morri.

Não sonhei com ninguém. Nenhum deles. Tive um pesadelo horrível! Estranho como consigo sentir o cheiro das coisas e como ainda me lembro de tantos detalhes da minha primeira casa.

Minha amiga tinha me ligado falando que queria fazer uma surpresa. Perguntou se eu queria vê-la. E super feliz eu respondi: "claro". Ela chegou a dizer que nem levaria o namorado (por quem não tenho muito apreço) só para "ficarmos mais a vontade". Foi assim mesmo que ela disse antes de revelar que queria que eu fosse à minha casa. Minha primeira casa. Ela disse que tinha uma surpresa para mim.

Fiquei louca de curiosidade, mas qualquer surpresa que fosse ela seria só no dia seguinte. "Ao anoitecer" - ela foi clara. Na ocasião, minha irmã e eu ainda éramos amigas. Fomos fazer compras, já no dia seguinte da ligação surpresa de minha melhor amiga. Das lojas fomos para nossa ex-casa. Raro: fomos de táxi. O caminho no sonho era aquele da Br. Até que chegássemos aos motéis (eles são a entrada para o bairro) achei tudo estranho. Carros apressados, pessoas me olhando nos olhos pelo vidro do carro e a impressão de que alguém me seguia.

Minha irmã e eu descemos na porta. A frente parecia mesmo de uma casa abandonada. Liguei para minha amiga para avisar que já estava lá esperando a surpresa. Ela não atendeu. Eu estava muito ansiosa. Minha irmã não. Resolveu atravessar a rua e se assentar no meio fio, exatamente como fazia há alguns (muitos) anos atrás. Eu, parada por lá, vi a Lelê, irmã do meu padrinho, subindo a rua já com seus dois filhos. Foi bom revê-la (ainda que em sonho). Não aguentava mais. Puxei a cordinha do portão. Estava aberto! Num empulso frenético de curiosidade entrei e fui em direção ao que seria meu quarto. Era o meu quarto! Lá dentro tudo ainda estava como a três anos atrás. A porta da minha salinha estava só encostada. Empurrei, à esquerda olhei a portinha do banheiro na mesma e entrei para o meu quarto.

Mais uma vez: sangue! Por todos os lados. De mau jeito, deitada na cama da minha irmã estava minha amorinha. Minha amiga... Morta! Quis rápido pegá-la no colo. Abraçá-la, mas no caminho estava meu pai de bruços no chão. Também envolto de sangue e sem o uniforme da penitenciária.

Fiquei alguns segundos parada, tentando entender. Dei as costas, voltei para a salinha que tinha o telefone que incrivelmente também estava no mesmo lugar. Na linha minha irmã já pedindo socorro. Subi a rampa correndo. No entanto, reparei que a Chata ainda vivia lá em meio às plantas que mamãe deixou. Minha irmã tinha ligado para a Polícia do telefone da sala da minha mãe. Antes de entrar eu tinha reparado que era dia de jogo no campo do Remo. Tinha movimento na rua. E lá eu fui buscar ajuda. Lelê e tio Aldo me olhavam da varanda da casa do Padrinho. Estavam observando minha reação como se já soubessem de tudo. Tinham um olhar triste.

Voltei correndo para meu quarto e desta vez vi uma arma. Arma que não tinha visto antes. As coisas estavam pouco diferentes por lá. Ouvi um barulho. Era a Chata despencando do degrau. Subi de novo e como da outra vez minha irmã esbravejava no telefone. "Não interessa o que aconteceu! Vem logo!" Eu o tomei e a moça do outro lado da linha só pedia que detalhasse a situação. Calculista, detalhista e estranhamente calma nesses momentos eu expliquei. Ela me perguntou:

- Óbito?

- Sim. - respondi levantando as sobrancelhas (entendam isso como dúvida!)

- Acho que sim. - Completei largando o telefone de lado.

Minha irmã estava de pé ao lado do nosso aquário. Passei por ela em direção ao banheiro. Da janela do quarto do meu irmão vi um vulto. Corri. Antes que eu a chamasse, ela correu atrás de mim. Entramos no pequeno banheiro. Tranquei a porta. Num susto, num pavor. Mas num momento mágico (esses que dizem que a gente tem antes de morrer) aquela cena me fez lembrar todas as vezes que me escondi no banheiro para que não apanhasse do meu irmão. Até que mamãe chegasse e eu me sentisse protegida. Naquele banheiro eu estava protegida. Estava. Não mais...

Minha irmã estava mais atrás. Cara de assustada. Eu ainda com a lembrança do meu irmão levei a mão na fechadura para tirar a chave. Assim eu poderia observar o que acontecia do lado de fora.

De repente: um tiro. Um grito. Tinha pegado na minha mão esquerda. Minha irmã gritava desesperada, mais do que eu que gritava de dor (e também de desespero, claro!). Ela não entendia o que estava acontecendo. Tinha visto algo errado da basculante e já subira para ligar para a Polícia. Ela não entendia nada. Eu sim.

Pedi que ela se afastasse da porta. "Ele está armado."- Sussurrei.

Nesse instante não se ouvia um barulho além das três respirações. Minha irmã me olhava e eu nada mais podia fazer a não ser esperar enquanto sentia o sangue saindo mão afora.

Por um instante eu acordei com o barulho do ônibus que passava na rua. Aqui na minha rua de verdade. Abri os olhos olhei para a porta fechada do meu quarto. Vi no celular se eu tinha recebido a resposta da mensagem enviada e notei que já era mais de cinco da manhã.

Bizarro! Voltei a dormir. No sonho era barulho de carro. Ambulância, Polícia, Samu... Não dava pra saber.

A porta caiu. Minha irmã chorava atrás de mim, agora ainda mais. Era meu pai... Sujo de sangue, mas vivo. Com uma arma apontada para mim, com mira não mais perfeita do que o olhar. O olhar vinha alma adentro e doía mais do que o tiro na mão que eu ainda teimava em não olhar por causa do sangue.

Escutei vozes e senti que alguém se aproximava (maldita sensação foi real!). Ele atirou. Sem dizer nada e sem parar de me olhar nos olhos: ele a-ti-rou.

Acho que morri. Ou ia morrer. Não sei... Antes disso pude entender o que tinha acontecido. Freneticamente várias pessoas invadiram o banheirinho da minha mãe. Ton com uma pequena câmera. Certamente ele faria uma entrevista, mas não tão singela quando a do Amadeu. Ele sabia de tudo. Contou para a Bia, que contou para a Karine que, de fato, queria fazer uma boa surpresa. Ela tinha conversado com meu pai, queria que nos víssemos. Warley não foi porque não teve coragem de acompanhar minha amiga, mas agora ele estava lá. Contando para o policial o que tinha conversado com a namorada no celular. A policial tinha mandado rastrear a ligação. Sentiram como eu que alguém estava se aproximando.

Mais ao fundo Cris, Bia, Dona Tuné e Simone como se já fizessem o velório. Eu morri.

Essas conversas de mulher!

- Conte-me!

- Nada de mais! - Nada?

- Rolou um momento meio esquisito. A coisa mais linda.

- Sei...

- Eu não sei. - E você não fez nada? - Não, eu não fiz nada.

(...)

- E o que você sentiu? - Eu? Achei super estranho. Fiquei sem jeito. Como estava sem os óculos não pude perceber os detalhes. Logo eu que sou tão observadora. Mas achei muito estranho. Muito!

- Hmmm... Olha, eu não sei.

- Será que eu tava muito doidona?

- Quantas vezes a gente não se engana?

- Ai.... Como queria!

- Uai?

- Não! Queria o outro. Esse não...

(...)

- Gosto de várias pessoas que eu acho que são chatas, por me tratarem bem e demonstrarem sempre que gostam de mim. Acontece também o contrário.

- Você gosta de todo mundo, então. - Nem é! Tem um monte de gente que eu não gosto mesmo. Você ainda gosta de mim depois de tudo o que viu e ouviu ontem, né? - Claro que gosto! Me apego muito fácil, sabe?

- Me apego muito fácil também. Mas às vezes isso é uma questão de escolha. O problema é que eu nunca sei se foram escolhas bem feitas ou não.

- Sei...

- Ah! E por falar em escolha: tem mais uma, ou melhor, um!

- Aquele?

- Encontrei com ele hoje. Por acaso. Ele é fofo!

- Ah, homens. Preguiiiça... - Foi engraçado. Ele deve ter ficado pensando em mim.... - Às vezes eu fico me perguntando se os caras pensam em mim o tanto que eu penso neles. Será? Será que a gente rouba tanto pensamento? - Será? É uma boa pergunta. Tem um homem nesta vida que eu sei que pensa muito em mim. Mas esse assim, dos quais a gente está comentando, acho que não. A cada semana eu me 'apaixono' por um cara diferente. Mas tenho certeza que eles só pensaram em mim enquanto estivemos juntos.

- É... Eu fico com a mesma sensação. Mas sabe que pode ser que não? Às vezes eles pensam e fantasiam tanto quanto a gente.

- Não tanto quanto eu. Acho que eu nasci para fantasiar amores.

- Não sei...

- Se fosse não agiriam assim com tanta indiferença nos dias seguintes. Se bem que nisso eu sou boa também!

- Sei lá! - É por isso que digo que acho que vou me apaixonar pelo primeiro que me der um pouquinho de carinho e atenção.

(...)

- Eu tô meio confusa. - Ah! Tudo bem... Eu sou sempre confusa. Olha só que maldita coincidência: uma vez ele me disse que ninguém consegue planejar o amor de verdade, que o primeiro beijo, por exemplo, é sempre aquele beijo todo bagunçado, descompassado ao compasso do coração. Não é lindo? - Que lindo!

(...)

- Morro de medo de ficar sozinha.

- Também. É o meu maior medo. - Vamos dormi?

- Vamos. Vou lá abraçar o meu travesseiro e ver com quem sonho primeiro.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Eu e minhas dúvidas.

"A dúvida é o princípio da sabedoria". - Aristóteles

Infinito Particular

Infinito Particular
Arnaldo Antunes, Marisa Monte, Carlinhos Brown
Eis o melhor e o pior de mim
O meu termômetro, o meu quilate
Vem, cara, me retrate
Não é impossível
Eu não sou difícil de ler
Faça sua parte
Eu sou daqui, eu não sou de Marte
Vem, cara, me repara
Não vê, tá na cara, sou porta bandeira de mim
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular
Em alguns instantes
Sou pequenina e também gigante
Vem, cara, se declara
O mundo é portátil
Pra quem não tem nada a esconder
Olha minha cara
É só mistério, não tem segredo
Vem cá, não tenha medo
A água é potável
Daqui você pode beber
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular

domingo, 7 de dezembro de 2008

Eu sei...

"Eu sei que eu não sou quem você sempre sonhou, mas vou (re)conquistar o seu amor todo para mim."

sábado, 6 de dezembro de 2008

Sexta 4 - Carro.

- Vou lá amanhã. Que hora você quer que eu marque?

- Ah! Para mim vai ser osso. Acabei não fazendo quase nada do que planejei hoje. Amanhã vou dar aula, aplicar oral test e terminar os certificados. Marquei salão as duas pra arrumar o cabelo e depois ainda tenho que me depilar, fazer as unhas dos pés, das mãos e as sobrancelhas.

- Tudo o que você precisa saber é que ele é verde.

- Ótimo! Sempre quis ter um carro verde. O nome dele vai ser João. João Grilo para fazer uma homenagem.

- Como?

- João Grilo. (Acho que ele também gostou! Hihihi!)

- Sei...

- :)

- Então eu vou dormir. Amanhã de manhã vou lá.

- Também já vou.

Sexta 3 - Casamento.

- Ah! Você está igual velha.

- Eu quero ver ele, menina. Não quero sair!

- Eu vou com você Ariadna. Não precisa brigar com sua irmã.

- Oba! Preciso de alguém que dirija.

- Hum... Quando é?

- Amanhã à noite. Você vai gostar. Muitos gatinhos! Vamos?

- Ah! Amanha? Tenho o casamento de uma prima. Não vai dar...

- Ah não...

- Casamento da prima? Isso sim é coisa de velha!

- Que isso gente. Minha família é muito pequena. Cada casamento é uma vitória!

O meu então... Vai ser A VITÓRIA!

Sexta 2 - Pôquer com os amigos TFLA Castelo.

- Você está entendendo, Julie? - É... Acho que eu prefiro assistir desenho com as crianças. É difícil demais! - Hahahaha!

Sexta 1 - Amigo Oculto da Faculdade.

- Ela é bonita, carinhosa, transparente (o que quer falar fala mesmo!), estilosa. Nunca tivemos muito contato. É estudiosa (Outra disse que sou a Caxias maia legal que já conheceu. Amei!) e fala muito bem em público, principalmente: "My name is..., What's your name?, The book is on the table e How are you?".

- É a Luana! - Todos disseram.

- Transparente. Só podia mesmo ser eu. - Falei mostrando o antebraço.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Futebol: coisa de mulherzinha?

Além do costume de reparar carinhosamente a beleza dos jogadores e das camisas existe uma outra coisa que muito me encanta no futebol: as torcidas. Nunca me perguntei por que sou Atleticana. Sou Atleticana desde sempre, nunca procurei razão para isso. E quando procurei, continuei sem achar. Ser Atleticana não tem mesmo explicação.

Não mais que a do Galo, a torcida do Grêmio me fascina. Ontem, na ocasião, sim... Eu torcia pelo Inter. Patriota o bastante para esquecer o meu lado quase gremista.

Domingo passado era o último jogo do Galo no Mineirão. Nem assim adiantou pedir a companhia dos meus amigos. Pensei em ir sozinha quando percebi que não teria companhia. Estava quase decidida. Ia mesmo. O mais difícil seria comprar o ingresso já no sábado à tarde. A falta de dinheiro acabou contribuindo para o meu desânimo.

Acontece que... De repente... Surge-me um dinheiro. Sábado à noite. Meu primo pediu para que eu dormisse na casa dele para conversamos mais e melhor. Queria ter ficar. Que ele não me escute, mas domingo era dia de jogo!

Não fossem as tarefas não feitas no sábado por causa do vestido, as roupas a lavar e a voz do Jojô me dizendo: “nem pense em ir sozinha” acho que teria ido.

Não tive coragem de ligar para os outros. Não bastasse isso: um jogo horroroso via Itatiaia enquanto eu lavava roupas e fazia os TFLA Birthday News (Nó! Ficou ótimo esse nome!).

Um olhar bem feminista sobre o futebol, não é mesmo? Pois é... Mas nessa situação embaraçosa de final de campeonato eu fico assim. Coisa de mulherzinha... Nem me lembro mais o motivo de ter escrito tudo isso. Mulherzinha? É... Talvez eu devesse falar do Kaká, do Cristiano Ronaldo ou do Beckham. Tem gente que assusta quando eu falo esses trem.

Ah! Antes que eu me esqueça... Eu só queria dizer que não gosto de Atlético X Grêmio. Não mesmo.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Oficial de Justiça.

- Luana!

-

- Luana!

- Hum...

- Tem um homem querendo falar com você. Oficial de justiça.

- Hãn... Não fui eu não moço. - Com um tom de brincadeira até que a ficha caísse.

- Você é a?

- Luana.

- A respeito do processo da Rogéria...

- Uhum...

- Quem você conhece?

- Os dois. São meus pais.

- Assine aqui, por favor.

- Vocês TÊM que comparecer.

- Sim. É de nosso interesse.

- É processo de pensão? Se bem que é Tribunal do Júri...

Eu interrompi a fala dele para dizer o que era e ele se calou. Olhou para mim enquanto eu pegava os papéis de sua mão. Belos olhos verdes. Não tão belos quanto os da mamãe. Moço simpático!

Pensando bem, irmão, não deve ser nada fácil ser um oficial de justiça e ter que ficar ouvindo casos feito o nosso diariamente. Era antes das oito da manhã e não devia ser a último. “Pobre” moço.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

The cutest!

Dear July,

You is my teacher in TFLA.

I'm Elvis.

I'm 10 years old

And you I don't know.

My favorite soda is Sprite.

My favorite color is white.

Your favorite color I don't know.

And now I go.

Bye - Bye

Elvis

26/11/08

I really love these little boys. I miss my claw Chuck Norris. I still have his picture in my cell phone. Now there is Elvis. The cutest! Being an English teacher is amazing. Especially when we get our reward.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Eles

- Esperava que qualquer um dos outros me falasse aquilo, menos ele. Afinal... - Ele estava era com ciúmes! - Não. - Queria estar com você de novo e jogou a culpa no outro. - Será? Acho que não mesmo. - Tome cuidado com esse cara. Cobrança mais venenosa. - Nossa! Mas ele é tão fofo... - Você gosta dele? - Uai! Adoraria ficar com ele de novo. Sei lá! Depende. - Depende de que? - Aaaaaaaaaaaaaaaaaaa! Desculpa, mas me deu uma vontade de gritar! - Ih... Você está apaixonada, amiga. - Eu? Não... - Sei... - É que estou para me apaixonar por qualquer um que me dê um pouco de carinho e atenção. Entende? - Entendo. - Pois é. E ele foi o que chegou mais perto disso. Mas me apaixonar por ele não seria uma boa idéia. - Não? - Ainda mais depois daquilo que ele me disse. Hum... - Estou dizendo que era ciúmes. - Sei não... Suponhamos que ele também esteja interessado. Ele não falaria dele, falaria do outro. Certo? Se bem que é mais fácil ele sentir ciúmes dele do que dele. - Ãn? - Ah, sei lá! Esse negócio de primo do amigo, amigo do amigo, todo mundo amigo de todo mundo. Amigo dele, amigo meu. Primo dele, primo meu... Ixi! Agora eu acabei de dar um nó na minha cabeça (e espero ter dado um na cabeça de todos os leitores!). ... - E vai ficar com ele de novo? - Com ele quem? - Ele, mulher! - A verdade é que a gente só se pegou, sabe? E já faz um tempinho. - Vai ficar com ele de novo? - Depende. - ? - Ah! Era só ele ter me beijado primeiro.

domingo, 30 de novembro de 2008

Amor de primo.

- E aí, como anda o coração? Já conseguiu se apaixonar de novo?
- Consegui...
- Que bom!
- ... Consegui aprender que existe paixão sem amor. Tenho me apaixonado muito!
- Como assim? A paixão é um sentimento mais intenso, né?!
- Não sei... Só sei que decobri que consigo me apaixonar de novo.
- Sei...
- E isso não fez com que eu amasse as pessoas por quem me apaixonei. Continuei amando, mas percebi que a paixão é a parte mais gostosa do amor e que elas podem perfeitamente não coexistir. Entendeu?
- Uhum...
- :)
- Você deveria ser poeta, prima.
- :)
- Eu amo você! - Eu também!

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Quem é Elvis?

Luana: De repente as pessoas encasquetaram de me perguntar: "Quem é Elvis"?

ELVIS: Cantor Americano do Tennessee que morreu em 1977 e reencarnou em 1986.

Luana: Hahaha! Engraçadinho... Adorei!

Está aí a resposta para as meninas que me perguntaram. Maiores informações: YOU SUCK! Sabendo o quanto sou ciumenta, por favor, não me perguntem mais. :-/ Brincadeirinha...

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Curar a dor enquanto a outra não vem.

Agora à pouco estive pensando em como meu pai ficaria se soubesse que a Biba morreu. Era a companheira dele. Era a minha também. No entanto, não sei se sentiria o mesmo que eu.

Pensei no papai, na mamãe, na Bisguila e de uma forma singela tentei juntar tudo isso. Só queria entender, não queria sofrer mais... Mas fiquei mesmo foi com um turbilhão de pensamentos, de lembranças ainda bagunçadas. De sentimentos aparentemente tão distindo, mas que para mim sempre estão tão próximo. Continuo um ponto de interrogação ambulante.

Mais uma vez luto para não carregar o peso da culpa pedindo a todo o momento que Deus acalme meu coração me dando ao menos um motivo.

Enquanto eu ainda chorava com a mão esquerda sobre o coração dela que já estava parando meu irmão olhou para mim eu disse: "Não fica assim. Ela que entrou na frente do carro.... Mas ela só queria dar um passeio. Estava ficando muito sozinha." Sarah tentou inventar uma estória dizendo que a morte do cão era vida longa para os donos.

São Lázaro também não me mandou resposta nenhuma.

Nada! Nenhum motivo. E por enquanto, até que o próximo pescoço se desfaça, o único consolo que tenho é a certeza de que tudo vai ficar bem, nem que seja para eu sofrer de novo.

Alguém pode me ensinar a regra dos "porquês"?

Um dia eu ainda pergunto pessoalmente: "Por que, Deus? Porquê?"

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Existe céu para cachorros?

A Bisguila. A Bisguila morreu... Ela foi atropelada ontem à noite. A Bisguila morreu :'(

terça-feira, 25 de novembro de 2008

A partir de quando o ser humano se forma?

Algumas aulas me deixam a certeza deque eu sou um ser pouco evoluído. Ai que preguiça! Mas foi bom ter vindo mais cedo para a casa. Dormi mais cedo, dormi bem, acordei mais cedo e acordei bem :)
Ainda tive a sorte de topar, logo de manhã, com alguns comentários. Um dos mais importantes. Amiga, quero você comigo por toda a minha vida!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Eu deveria guardar os meus segredos (?)

Não dormi esta noite. Enfim tive tempo para assistir o filme que o lindão do meu teacher me emprestou. Depois fiquei pensando. Pensando no quanto eu penso. Pensando que somos mesmo capazes de fazer tudo o que desejamos ou boa parte disto, desde que tenhamos empenho. O problema é que meus desejos têm sido tantos que eu nem sei por onde começar.
Descobri que tem gente querendo que eu volte para a terapia, mas eu continuo achando melhor fazer amigos, ter amigos. Desta vez quem sugeriu que eu voltasse a terapia foi um grande amigo. Visivelmente preocupado comigo ele me contou o que eu falava bêbada.
- Ainda tem muita coisa para você botar para fora e você não sabe como. - Disse ele com o carinho de sempre. Mas desta vez eu respondi:
- Não quero mais! Estou de altas!
E com tom de brincadeira ainda eslareci:
- O Pacu me sarou.
Há algum tempo descobri também que existe amor sem paixão e paixão sem amor. O fato é que depois de tantas descobertas e da melhor noite não dormida dos últimos tempos resolvi me apaixonar por um monte de gente ao mesmo tempo e para talvez me lembrar que o ainda assim o amor tem o seu lugar. Mas, sabe, o amor sendo diferente de paixão faz a vida tomar um rumo meio esquisito.
Salvei a minha pasta MÚSICAS no amigo e companheiro MP3. Músicas de todos os tipos. Notei que muitas delas me faziam lembrar pessoas diferentes e percebi que estas tais paixões inventadas são mais saudáveis do que aparentam ser. Tem gente de longe, gente que está muito mais próximo do que imagina. Gente das antigas e gente nova.
Mas quer saber? Isto tudo me parece uma grande brincadeira. Descobri que me apaixonei por mim mesma e que não tenho mais vergonha desses desejos estranhos, desejos inventados. É só mais uma forma de me querer bem e de não parar a vida numa singularidade tão infinita quanto o amor hoje me parece ser.
Disfarço, mas tenho medo do amor. Entendi a paixão. E tenho motivos de sobra para não gostar nem um pouco das idéias machistas que achariam feio ouvir uma moçinha falando destas coisas. E por isso resolvi não guardar os meus segredos. Ainda que isto continue gerando tamanha estranheza. É a dúvida, é a dúvida!

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

O que eu adoro em ti.

Madrigal Melancólico Manuel Bandeira
(11 de junho de 1920)
O que eu adoro em ti,
Não é a tua beleza.
A beleza, é em nós que ela existe. A beleza é um conceito.
E a beleza é triste.
Não é triste em si,
Mas pelo que há nela de fragilidade e de incerteza. O que eu adoro em ti,
Não é a tua inteligência.
Não é o teu espírito sutil,
Tão ágil, tão luminoso,
- Ave solta no céu matinal da montanha.
Nem a tua ciência
Do coração dos homens e das coisas. O que eu adoro em ti,
Não é a tua graça musical,
Sucessiva e renovada a cada momento,
Graça aérea como o teu próprio pensamento,
Graça que perturba e que satisfaz. O que eu adoro em ti,
Não é a mãe que já perdi.
Não é a irmã que já perdi.
E meu pai. O que eu adoro em tua natureza,
Não é o profundo instinto maternal
Em teu flanco aberto como uma ferida.
Nem a tua pureza. Nem a tua impureza.
O que eu adoro em ti - lastima-me e consola-me!
O que eu adoro em ti, é a vida.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Terapia (parte I)

Já tive amigo invisível, querido diário e melhor amiga com quem eu me encontrasse todos os dias. Tive namorado Anjo, mãe amiga, irmã parceira... Já tive dois terapeutas e agora, além de quatro travesseiros pervertidos, tenho um MP3, um gravador de idéias e sentimentos. Tenho também duas amigas psicólogas que sempre ajudam sendo amigas ou apenas não fingindo serem profissionais às vezes.

Estou ansiosa, nervos à flor da pele, mas poucas coisas me deixam tão impacientes quanto a vontade de bloguear e não ter tempo suficiente para tal. A idéia do MP3 não quer funcionar desta vez. Já há tanta coisa entrelaçada! Sono... Vou ter que me reorganizar. Fazer disto uma tarefa enquanto deveria ser por diversão. Era exatamente assim na terapia. Uma tarefa quase sem propósito. Queria que fosse como ter um amigo invisível a todo o momento, uma amiga ao meu lado todos os dias, um namorado carinhoso, mamãe para sarar tudo com conselhos atenciosos ou uma irmã para dividir fofocas noite afora.

Nada disto, mas mesmo assim o blog me diverte. Libertar meus sentimento e pensamentos de faz bem. A terapia do Blog funciona comigo. Certamente não mais que as coisas supracitadas. Mas como eu já disse há algumas postagens atrás, é uma questão de carência e nem tanto de querência. E por falar em carência estive pensando... Estou sentindo falta de alguém que me dê atenção sem que eu precise chamar atenção. E nisso, mais uma vez o blog é impecável! Esta frase eu tirei de um e-mail que acabei de escrever a uma amiga que ainda vai ganhar um prêmio por saber me ler tão bem.

Qualquer tempo entre um sentimento e a expressão dele é grande demais. Dá tempo de pensar um caminhão de coisas. Ainda se minha cabeça não fosse assim terra tão fértil. É isso! Eu seria mais breve, se não existissem tantas sementes na minha cabeça. Só ia mesmo dizer que estou com sono e que mais uma vez fracassei por não conseguir fazer o que queria do jeito que queria. Amanhã (como tudo tem sido), amanhã, talvez. Amanhã...

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

A

Tenho sido A como há muito não era. Deixar de tomar o remedinho mágico este mês definitivamente não foi uma boa idéia. Desejos loucos, vontades e dores que não passam, impaciência e um quase descontrole. Quase...

domingo, 9 de novembro de 2008

Dúvida

"Dúvida é um estado de equilíbrio entre a negação e a afirmação. A dúvida é espontânea, surge quando o equilíbrio entre a afirmativa e a negativa resulta da falta de prós e contras."
Cláudia Gomes
(minha professora de Metodologia do Trabalho Científico).

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

"Sempre Assim"

Coisa chata é passar de um mês para o outro! Como se já não me bastasse as preocupações pré e pós menstruais justamente nesta época ainda luto para tentar me acostumar com as contas a pagar.

Coisa mais chata ainda é ir montando a vida por necessidades. Este mês isto, mês passado já foi isso, mês que vem aquilo... Tudo isto para chegar mês que vem e dar tudo errado de novo! As necessidades serão outras, o dinheiro virá para menos ou as contas para mais. Algo vai acabar e por mais que resista você vai ter que comprar. Como diria a marcante nasalidade de Rogério Flausino é “sempre assim”! Enquanto isto as coisas que eu realmente quero ficam na lista de espera que vai se esvaziando (e se enchendo) por ordem de carência e não de querência.

No quadro de fotos, contas e bolhetas a serem pagas. No caderninho em, meio as orações, poemas, textos, palavras para olhar no dicionário, aulas preparadas e pensamentos em tópicos páginas e mais páginas de orçamentos e desejos recheados de símbolos matemáticos.

Não gosto de matemática, fila de banco e nem sou do tipo que compra tudo o que vê para estar depois se desesperar. Ainda assim não posso ficar livre dessa chatice e acho que eu não vou me adaptar.

domingo, 2 de novembro de 2008

O Amor é fútil... Mas é útil!

Eu fui ao banheiro para arrumar o sutiã e lá estavam três adolescentes se namorando no espelho. Cena não muito anormal. Onde tem espelho tem mulher se arrumando, não é verdade?! Era cabelo para cá, gloss para lá, de frente, de perfil, mãos pra cima, mãos para baixo... As três estavam enfileiradas de tal forma que eu mal conseguia me ver no espelho para chegar a até a alça do sutiã que tinha soltado. Resolvi fazer xixi enquanto isso. Prolonguei esperando que as meninas saíssem até que o celular de uma delas tocou num desses ritmos norte americanos, não me lembro mais qual. Mais que depressa a menina pegou o celular, mas não atendeu antes de dar um gritinho e contar para as amigas que era "ele". Desisti do meu sutiã e fiquei lá observando as meninas. Quanta futilidade! – pensei. Elas davam chiliques sucessivos e a que recebeu o telefonema começou a contar para as outras como tinha sido o final de semana com uma felicidade que dava gosto. Elas já não me irritavam mais. Prendi a alça de qualquer jeito e sai. Fiquei pensando no quão bom seria estar como elas. Apreciar a insignificância desses amores. De dar importância às coisas fúteis como receber uma ligação com o toque já personalizado para que você comece a sorrir antes mesmo de visualizar quem está ligando. De trocar longos beijos, recadinhos e guardar qualquer papel de bala como se fosse um prêmio. Coisas fúteis, coisas do amor, mas úteis para quem ama.

Hoje enquanto estudava e lavava algumas roupas também assistia a reprise do programa Sempre um Papo com hilária e apaixonante participação de Rubem Alves. Coincidentemente já o tinha visto no Programa do Jô e ele estava falando basicamente das mesmas coisas. Contava como se fosse um jovem a respeito de sua última decepção amorosa de onde tirou inspirações para o mais novo livro. Falava também como um velho, ora irritado, ora bem disposto a se apaixonar novamente. Fantástico, falava como um psicanalista citando “A insustentável leveza do ser” livro que sempre tive vontade de ler e já até tinha me esquecido. Confesso que fiquei surpresa. Aquele Rubem Alves não parecia ser o mesmo que eu com certa frequência estudo na área de educação, tampouco aquele escritor de livros infantis.

Naquele dia passei o resto da noite tentando responder perguntas que eu mesma me fazia a respeito do amor. Cheguei a anotar um monte de bobagens e com o caderninho em mãos reli várias vezes o poema que tentei transformar em música. Sempre quis ter uma música e mesmo sem inspiração alguma ou alguém para cantá-la para mim resolvi eu mesma escreve-la. Estava disposta a postá-la aqui agora, mas com minha mania de detalhar tudo de repente saiu isto. A música certamente não seria um sucesso. Percebi que sem alguém para amar, falar de amor é como inventar um mito, contar uma mentira qualquer. É amor fútil. Só fútil.