sábado, 5 de abril de 2008

Vida

Serás viva por toda a viva vida que vive em mim.
Vida simples.
Simplesmente observando a simplicidade da vida de quem ainda vive.
Adormecerás e acordarás com tranquilidade.
Tranquilidade mor de quem um dia fez por merecer.
Serena.
Enquanto viver em mim, serás viva.
E viva a vida que me fez viver!
Viva em mim, você.
Escrevi esses versinhos no dia 16/12/07. Não diferente de todos os outros que já fiz eles carregam a simplicidade da menina Lua, a infinidade de pensamentos mirabolantes de A e a insegura maturidade de Ana. Lembro-me bem como foi. Eu aqui de férias experimentando ouvir algumas novas músicas. Ouvi uma, duas, três... e de repente ouvi uma que, à minha interpretação, falava algo sobre a vida (O Anjo Mais Velho - O Teatro Mágico).
Pensando sobre o que era vida e sobre tudo o que eu penso dela, inevitávelmente pensei também na morte. Assim percebi o quanto é relativo viver e principalmente morrer.
A verdade maior é que nesse dia eu me torturava, perguntava-me há qualquer custo de achar a resposta para saber por que minha mãe estava morta aquele dia. E mais! Como se não me batassem as dúvidas em relação à morte da minha mãe, queria saber o que fazer da minha vida a partir de então.
Contrastando e sofrendo foi que consegui descobri a tal relatividade da morte e da vida. De fato a minha vida já não era mais a mesma e nunca mais será como um dia eu sonhei que fosse. Aqueles meus muitos filhos correndo pela casa da vovó, gritando na final do campeonato com o vovô, os almoços de domingo, os agradecimentos na formatura... Nada!
Mas vida para ser vida tem que mudar para ser bem vivida. Esse foi o meu maior conforto. Resolvi ali mesmo (escutando a mesma música pela sexta vez) que a minha vida deveria ser para sempre uma mudança constante e que as mudanças as vezes são dolorosamente necessárias. Bem como resolvi que minha mãe jamais estaria morta.
Cris uma vez me garantiu que o sentimento que uma mãe tem pelos filho não acaba, e como ela bem entende desse negócio de ter filhos, eu acreditei. Lembrei-me disso naquele dia e finalmente dei por verdade. O que sinto pela minha mãe nunca a deixará morrer. "Só enquanto eu respirar, vou me lembrar de você" diz a música e por isso digo que enquanto ela for em mim, será viva. Esse foi o grande segredo que descobri sobre a morte. E esse é o meu grande segredo para a vida.
Ao contrário do que muitas pessoas falaram, esses dias especiais te fazem mais viva. Viva em mim. Viva para mim. Saudosamente posso sentir sua presença, observando tudo o que acontece "só enquanto eu respirar". Feliz aniversário mamãe!

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Será que meus amigos são meus?

A seguir conselhos, fiquei eu a noite quase toda tentando estudar minhas amizades. Por que gosto tanto de um? Por que fulano não me ligou para a festa? Por que ela não gosta de mim? E principalmente por que não tenho mais coragem de chama-los? Difícil entender essa!
Meu comportamento está cada vez mais estranho, não que eu queira, mas está! Morro de saudade dos meus amigos, sinto falta da alegria e da companhia que eles me permitiam ter todos os finais de semana, mas não tenho coragem... Não consigo os telefonar para dizer isso.
Mesmo sabendo que não vai dar me nada, espero aniosamente dia pelo dia que um deles finalmente vai me ligar e me convidar para fazer qualquer uma daquelas coisas legais que fazíamos. E que não seja no próximo Natal!
Não são esses as instruções que tive. Ele disse para eu tentar descobrir o porquê e como eu gosto de certos amigos para depois tentar me aproximar deles novamente. "Se você gosta de você, é isso que tem que ser feito." Mas... Ah! Deixa pra lá...