domingo, 30 de novembro de 2008

Amor de primo.

- E aí, como anda o coração? Já conseguiu se apaixonar de novo?
- Consegui...
- Que bom!
- ... Consegui aprender que existe paixão sem amor. Tenho me apaixonado muito!
- Como assim? A paixão é um sentimento mais intenso, né?!
- Não sei... Só sei que decobri que consigo me apaixonar de novo.
- Sei...
- E isso não fez com que eu amasse as pessoas por quem me apaixonei. Continuei amando, mas percebi que a paixão é a parte mais gostosa do amor e que elas podem perfeitamente não coexistir. Entendeu?
- Uhum...
- :)
- Você deveria ser poeta, prima.
- :)
- Eu amo você! - Eu também!

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Quem é Elvis?

Luana: De repente as pessoas encasquetaram de me perguntar: "Quem é Elvis"?

ELVIS: Cantor Americano do Tennessee que morreu em 1977 e reencarnou em 1986.

Luana: Hahaha! Engraçadinho... Adorei!

Está aí a resposta para as meninas que me perguntaram. Maiores informações: YOU SUCK! Sabendo o quanto sou ciumenta, por favor, não me perguntem mais. :-/ Brincadeirinha...

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Curar a dor enquanto a outra não vem.

Agora à pouco estive pensando em como meu pai ficaria se soubesse que a Biba morreu. Era a companheira dele. Era a minha também. No entanto, não sei se sentiria o mesmo que eu.

Pensei no papai, na mamãe, na Bisguila e de uma forma singela tentei juntar tudo isso. Só queria entender, não queria sofrer mais... Mas fiquei mesmo foi com um turbilhão de pensamentos, de lembranças ainda bagunçadas. De sentimentos aparentemente tão distindo, mas que para mim sempre estão tão próximo. Continuo um ponto de interrogação ambulante.

Mais uma vez luto para não carregar o peso da culpa pedindo a todo o momento que Deus acalme meu coração me dando ao menos um motivo.

Enquanto eu ainda chorava com a mão esquerda sobre o coração dela que já estava parando meu irmão olhou para mim eu disse: "Não fica assim. Ela que entrou na frente do carro.... Mas ela só queria dar um passeio. Estava ficando muito sozinha." Sarah tentou inventar uma estória dizendo que a morte do cão era vida longa para os donos.

São Lázaro também não me mandou resposta nenhuma.

Nada! Nenhum motivo. E por enquanto, até que o próximo pescoço se desfaça, o único consolo que tenho é a certeza de que tudo vai ficar bem, nem que seja para eu sofrer de novo.

Alguém pode me ensinar a regra dos "porquês"?

Um dia eu ainda pergunto pessoalmente: "Por que, Deus? Porquê?"

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Existe céu para cachorros?

A Bisguila. A Bisguila morreu... Ela foi atropelada ontem à noite. A Bisguila morreu :'(

terça-feira, 25 de novembro de 2008

A partir de quando o ser humano se forma?

Algumas aulas me deixam a certeza deque eu sou um ser pouco evoluído. Ai que preguiça! Mas foi bom ter vindo mais cedo para a casa. Dormi mais cedo, dormi bem, acordei mais cedo e acordei bem :)
Ainda tive a sorte de topar, logo de manhã, com alguns comentários. Um dos mais importantes. Amiga, quero você comigo por toda a minha vida!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Eu deveria guardar os meus segredos (?)

Não dormi esta noite. Enfim tive tempo para assistir o filme que o lindão do meu teacher me emprestou. Depois fiquei pensando. Pensando no quanto eu penso. Pensando que somos mesmo capazes de fazer tudo o que desejamos ou boa parte disto, desde que tenhamos empenho. O problema é que meus desejos têm sido tantos que eu nem sei por onde começar.
Descobri que tem gente querendo que eu volte para a terapia, mas eu continuo achando melhor fazer amigos, ter amigos. Desta vez quem sugeriu que eu voltasse a terapia foi um grande amigo. Visivelmente preocupado comigo ele me contou o que eu falava bêbada.
- Ainda tem muita coisa para você botar para fora e você não sabe como. - Disse ele com o carinho de sempre. Mas desta vez eu respondi:
- Não quero mais! Estou de altas!
E com tom de brincadeira ainda eslareci:
- O Pacu me sarou.
Há algum tempo descobri também que existe amor sem paixão e paixão sem amor. O fato é que depois de tantas descobertas e da melhor noite não dormida dos últimos tempos resolvi me apaixonar por um monte de gente ao mesmo tempo e para talvez me lembrar que o ainda assim o amor tem o seu lugar. Mas, sabe, o amor sendo diferente de paixão faz a vida tomar um rumo meio esquisito.
Salvei a minha pasta MÚSICAS no amigo e companheiro MP3. Músicas de todos os tipos. Notei que muitas delas me faziam lembrar pessoas diferentes e percebi que estas tais paixões inventadas são mais saudáveis do que aparentam ser. Tem gente de longe, gente que está muito mais próximo do que imagina. Gente das antigas e gente nova.
Mas quer saber? Isto tudo me parece uma grande brincadeira. Descobri que me apaixonei por mim mesma e que não tenho mais vergonha desses desejos estranhos, desejos inventados. É só mais uma forma de me querer bem e de não parar a vida numa singularidade tão infinita quanto o amor hoje me parece ser.
Disfarço, mas tenho medo do amor. Entendi a paixão. E tenho motivos de sobra para não gostar nem um pouco das idéias machistas que achariam feio ouvir uma moçinha falando destas coisas. E por isso resolvi não guardar os meus segredos. Ainda que isto continue gerando tamanha estranheza. É a dúvida, é a dúvida!

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

O que eu adoro em ti.

Madrigal Melancólico Manuel Bandeira
(11 de junho de 1920)
O que eu adoro em ti,
Não é a tua beleza.
A beleza, é em nós que ela existe. A beleza é um conceito.
E a beleza é triste.
Não é triste em si,
Mas pelo que há nela de fragilidade e de incerteza. O que eu adoro em ti,
Não é a tua inteligência.
Não é o teu espírito sutil,
Tão ágil, tão luminoso,
- Ave solta no céu matinal da montanha.
Nem a tua ciência
Do coração dos homens e das coisas. O que eu adoro em ti,
Não é a tua graça musical,
Sucessiva e renovada a cada momento,
Graça aérea como o teu próprio pensamento,
Graça que perturba e que satisfaz. O que eu adoro em ti,
Não é a mãe que já perdi.
Não é a irmã que já perdi.
E meu pai. O que eu adoro em tua natureza,
Não é o profundo instinto maternal
Em teu flanco aberto como uma ferida.
Nem a tua pureza. Nem a tua impureza.
O que eu adoro em ti - lastima-me e consola-me!
O que eu adoro em ti, é a vida.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Terapia (parte I)

Já tive amigo invisível, querido diário e melhor amiga com quem eu me encontrasse todos os dias. Tive namorado Anjo, mãe amiga, irmã parceira... Já tive dois terapeutas e agora, além de quatro travesseiros pervertidos, tenho um MP3, um gravador de idéias e sentimentos. Tenho também duas amigas psicólogas que sempre ajudam sendo amigas ou apenas não fingindo serem profissionais às vezes.

Estou ansiosa, nervos à flor da pele, mas poucas coisas me deixam tão impacientes quanto a vontade de bloguear e não ter tempo suficiente para tal. A idéia do MP3 não quer funcionar desta vez. Já há tanta coisa entrelaçada! Sono... Vou ter que me reorganizar. Fazer disto uma tarefa enquanto deveria ser por diversão. Era exatamente assim na terapia. Uma tarefa quase sem propósito. Queria que fosse como ter um amigo invisível a todo o momento, uma amiga ao meu lado todos os dias, um namorado carinhoso, mamãe para sarar tudo com conselhos atenciosos ou uma irmã para dividir fofocas noite afora.

Nada disto, mas mesmo assim o blog me diverte. Libertar meus sentimento e pensamentos de faz bem. A terapia do Blog funciona comigo. Certamente não mais que as coisas supracitadas. Mas como eu já disse há algumas postagens atrás, é uma questão de carência e nem tanto de querência. E por falar em carência estive pensando... Estou sentindo falta de alguém que me dê atenção sem que eu precise chamar atenção. E nisso, mais uma vez o blog é impecável! Esta frase eu tirei de um e-mail que acabei de escrever a uma amiga que ainda vai ganhar um prêmio por saber me ler tão bem.

Qualquer tempo entre um sentimento e a expressão dele é grande demais. Dá tempo de pensar um caminhão de coisas. Ainda se minha cabeça não fosse assim terra tão fértil. É isso! Eu seria mais breve, se não existissem tantas sementes na minha cabeça. Só ia mesmo dizer que estou com sono e que mais uma vez fracassei por não conseguir fazer o que queria do jeito que queria. Amanhã (como tudo tem sido), amanhã, talvez. Amanhã...

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

A

Tenho sido A como há muito não era. Deixar de tomar o remedinho mágico este mês definitivamente não foi uma boa idéia. Desejos loucos, vontades e dores que não passam, impaciência e um quase descontrole. Quase...

domingo, 9 de novembro de 2008

Dúvida

"Dúvida é um estado de equilíbrio entre a negação e a afirmação. A dúvida é espontânea, surge quando o equilíbrio entre a afirmativa e a negativa resulta da falta de prós e contras."
Cláudia Gomes
(minha professora de Metodologia do Trabalho Científico).

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

"Sempre Assim"

Coisa chata é passar de um mês para o outro! Como se já não me bastasse as preocupações pré e pós menstruais justamente nesta época ainda luto para tentar me acostumar com as contas a pagar.

Coisa mais chata ainda é ir montando a vida por necessidades. Este mês isto, mês passado já foi isso, mês que vem aquilo... Tudo isto para chegar mês que vem e dar tudo errado de novo! As necessidades serão outras, o dinheiro virá para menos ou as contas para mais. Algo vai acabar e por mais que resista você vai ter que comprar. Como diria a marcante nasalidade de Rogério Flausino é “sempre assim”! Enquanto isto as coisas que eu realmente quero ficam na lista de espera que vai se esvaziando (e se enchendo) por ordem de carência e não de querência.

No quadro de fotos, contas e bolhetas a serem pagas. No caderninho em, meio as orações, poemas, textos, palavras para olhar no dicionário, aulas preparadas e pensamentos em tópicos páginas e mais páginas de orçamentos e desejos recheados de símbolos matemáticos.

Não gosto de matemática, fila de banco e nem sou do tipo que compra tudo o que vê para estar depois se desesperar. Ainda assim não posso ficar livre dessa chatice e acho que eu não vou me adaptar.

domingo, 2 de novembro de 2008

O Amor é fútil... Mas é útil!

Eu fui ao banheiro para arrumar o sutiã e lá estavam três adolescentes se namorando no espelho. Cena não muito anormal. Onde tem espelho tem mulher se arrumando, não é verdade?! Era cabelo para cá, gloss para lá, de frente, de perfil, mãos pra cima, mãos para baixo... As três estavam enfileiradas de tal forma que eu mal conseguia me ver no espelho para chegar a até a alça do sutiã que tinha soltado. Resolvi fazer xixi enquanto isso. Prolonguei esperando que as meninas saíssem até que o celular de uma delas tocou num desses ritmos norte americanos, não me lembro mais qual. Mais que depressa a menina pegou o celular, mas não atendeu antes de dar um gritinho e contar para as amigas que era "ele". Desisti do meu sutiã e fiquei lá observando as meninas. Quanta futilidade! – pensei. Elas davam chiliques sucessivos e a que recebeu o telefonema começou a contar para as outras como tinha sido o final de semana com uma felicidade que dava gosto. Elas já não me irritavam mais. Prendi a alça de qualquer jeito e sai. Fiquei pensando no quão bom seria estar como elas. Apreciar a insignificância desses amores. De dar importância às coisas fúteis como receber uma ligação com o toque já personalizado para que você comece a sorrir antes mesmo de visualizar quem está ligando. De trocar longos beijos, recadinhos e guardar qualquer papel de bala como se fosse um prêmio. Coisas fúteis, coisas do amor, mas úteis para quem ama.

Hoje enquanto estudava e lavava algumas roupas também assistia a reprise do programa Sempre um Papo com hilária e apaixonante participação de Rubem Alves. Coincidentemente já o tinha visto no Programa do Jô e ele estava falando basicamente das mesmas coisas. Contava como se fosse um jovem a respeito de sua última decepção amorosa de onde tirou inspirações para o mais novo livro. Falava também como um velho, ora irritado, ora bem disposto a se apaixonar novamente. Fantástico, falava como um psicanalista citando “A insustentável leveza do ser” livro que sempre tive vontade de ler e já até tinha me esquecido. Confesso que fiquei surpresa. Aquele Rubem Alves não parecia ser o mesmo que eu com certa frequência estudo na área de educação, tampouco aquele escritor de livros infantis.

Naquele dia passei o resto da noite tentando responder perguntas que eu mesma me fazia a respeito do amor. Cheguei a anotar um monte de bobagens e com o caderninho em mãos reli várias vezes o poema que tentei transformar em música. Sempre quis ter uma música e mesmo sem inspiração alguma ou alguém para cantá-la para mim resolvi eu mesma escreve-la. Estava disposta a postá-la aqui agora, mas com minha mania de detalhar tudo de repente saiu isto. A música certamente não seria um sucesso. Percebi que sem alguém para amar, falar de amor é como inventar um mito, contar uma mentira qualquer. É amor fútil. Só fútil.