quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

2010


Depois de um dois mil bastante "inove", acho que mereço um dois mil bem "dez".

Desejo um ótimo ano novo a todos que estiveram e estarão por perto a cada sorriso meu.


domingo, 27 de dezembro de 2009

Ai, que calor!


Com um estranho tipo de raiva eu fechei o livro. Como era de costume, não tinha terminado um capítulo, sequer terminei a página, mas pus o livro de lado. Eu nem tinha percebido, mas havia lágrimas em meus olhos. Quando me dei conta disso me permiti chorar de verdade.

Eu estava incomodada com o calor que fazia às quatro da manhã. “Não estava tão quente assim antes, estava?” Eu me perguntei temendo a própria resposta. Eu não sentia sono algum embora estivesse cansada. Tinha passado o dia liberando algumas caixas. Acabei comprando um guarda roupas para o eu quarto e só agora ele começa a tomar forma de quarto. Eu até gosto de me organizar.

Eu estava incomodada comigo mesma. Com a minha fissura por “gastar” tanto tempo analisando as coincidências e sempre concluir que não eram coincidências porcaria nenhuma. Tinha algo de muito perfeito acontecendo. Algo mágico que me fazia dar sentido a tudo e eu devia isso à minha amizade com a Cris que tanto me faz pensar; às palavras encantadoras do Rod e principalmente à paciência que eu tenho tido comigo mesma, sobretudo nos momentos difíceis.

Ainda assim eu estava incomodada. Incomodada por perceber o quanto o meu humor varia. Isso me fez lembrar o olhar duro e as palavras ríspidas do meu primo. As palavras dele não têm muito crédito comigo, nunca tiveram, mas desta vez eu resolvi por bem considerá-las. Estranho porque a pouco eu tinha me lembrado das palavras do meu primo príncipe me comparando à Bella com carinho, como sempre. Achei estranho, mas ele me conhece tão bem que fazia sentido eu admitir que toda aquela semelhança não era coisa da minha cabeça como eu estava supondo. Nisso nós não éramos parecidas. Não tinha voz nenhuma na minha cabeça. Pelo menos por enquanto... Eu não vivia em um livro/filme, tinha com o que mais me preocupar. O meu queijo suíço era maior, mais furado e cheirava. Às vezes tão forte que incomodava. E não só a mim... Eu adoro queijo, mas acho que o trocaria por outra coisa se ele fosse parecido mesmo com o meu coração.

Eu tinha acabado de receber um elogio, sabia que ele era sincero e eu estava pensando no quão especial eu era. Ontem uma tia me deu um beijo ao dizer que eu era “ponto de referência”. Isso também me incomodava um pouco, mas de certa forma era até bom ouvir aquilo. É que às vezes eu queria poder ser de novo a caçula da família. Paparicada por todos. De fato, eu acho que eu sempre tive algo de especial. Hoje disse a mim mesma que eu era a melhor companhia que eu poderia me dar. Eu não estava mesmo incomodada por estar sozinha. Foi uma escolha minha passar o Natal sossegada aqui. E foi bom!

Algumas horas depois e eu já estava esbravejando. Às vezes é tão forte que eu desejo não existir para não ter que suportar. Não suportar a mim mesma. “Como pode?”

Tudo aquilo era lindo! Boa parte da inclinação que tenho a ser uma pessoa especial se deve ao fato de eu ter uma boa imaginação. Com cautela eu vivia todas as minhas fantasias. Uma a uma, sem ter medo já que a maioria do que me acontece de bom é resultado de um grande esforço mental, da paciência que eu tenho comigo e da fé de ter bons motivos para me alegrar. A minha imaginação deixa as coisas mais bonitas, mais divertidas. Eu sou capaz de encontrar a fada do dente qualquer dia desses.

Loucura? Não, não... Mas é que se eu paro de imaginar... Puft! Vai tudo embora. Vão me restar as coisas do jeito que elas são. Quase nada de divertido. Meio insano, eu sei...

Eu estava incomodada também com o que a minha imaginação me proporcionaria. Era bom, mas eu precisava manter isso sob controle. Na minha cabeça os meus amigos ainda eram os meus amigos. E de repente me ocorreu que pudesse ser só na minha cabeça mesmo. Afinal, eu não tinha ligado, não tinha procurado e o que aconteceu? Puft! Eles nem deviam se lembrar mais de mim...

Fechei o livro porque me incomodava aquele amor estranho de Bella por Jacob. Era natural que agora eu pensasse muito em Jacob, ou melhor, no figura Jacob na minha vida. Ou figuras... Sei lá! Eu tentava disfarçar, mas vários dos meus amigos eram homens e hoje, pela primeira vez, isso me incomodou. Era estranho que eu me sentisse mais protegida com eles já que eles parecem se lembrar de mim só por uma espécie de conveniência. No fundo, no fundo eu deveria ser uma boa amiga, mas nem tanto, caso... Ah! Eu também não podia reclamar tanto assim. Eu era, sem querer, muito egoísta por escolher ter amizade com homens. Mas percebi que de certa forma eu era extremamente vulnerável na relação. Em todas elas. Me incomodou e me incomodou muito! Eu lia, parava, pensava, lia, parava e desejava com muita vontade que Edward voltasse às narrações. Ele me confortava, embora a situação me remetesse a uma igualmente nada casual. Eu sentia saudade... Me incomodava menos entender a fantasia. O que eu posso fazer com a realidade?

Eu estava incomodada com o paralelo entre o real e o imaginário e pensando assim não fazia muita diferença entre ler Edward ou Jacob. Me incomodava tanto quanto aquelas mudanças de humor e a dúvida entre ser, ou simplesmente não ser o que quer que eu fosse.

Ora especial, linda e sorrindo. Ora um lixo desejando não existir para não incomodar a ninguém. Isso tudo estava se misturando e eu já não sabia mais qual era a Luana inventada e qual era a Luana de verdade, se é que eu podia separar assim. Afinal, não seria mais adequado o equilíbrio. Seria justo e eu era até boa nisso. Mas já tinha me irritado o suficiente com aquela porção de pensamentos idiotas. Estava mesmo cansada. Após abandonar o livro ainda tinha começado a escrever letras grandes e contorcidas que serviam basicamente para aliviar a tensão que explodia de um ouvido ao outro e dava um nó na garganta. Já era quase cinco da manhã e eu não tinha ninguém para me dar um abraço de urso ao notar a minha cara de desespero, nem ninguém para me empurrar suavemente em direção à cama. Tudo isso estava lá no plano da imaginação e em mais lugar nenhum. Por mais longe que eu procurasse, por maior o tempo que eu esperasse... Simplesmente não estava. Era só a minha imaginação tentando me fazer mais feliz.

De qualquer forma eu não estava em Forks, nem em La Push, nem em D... Ah! De verdade não funcionada como na Terra do Nunca. Aqui fazia calor e como eu sou real eu tive que parar de pensar naquilo tudo, deixar o caderno de lado, apagar a luz e dar um jeito naquilo sozinha. Fazia muito calor e isso era real, eu podia sentir por mais que tivesse brotado da minha imaginação. Eu não tenho jeito mesmo... Já estava tudo misturado de novo!



quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

O despertar


“O tempo passa. Mesmo quando isso parece impossível. Mesmo quando cada batida do ponteiro dos segundos dói como o sangue pulsando sob um hematoma. Passa de modo inconstante, com guinadas estranhas e calmarias arrastadas, mas passa. Até para mim.”


(p. 73, Lua Nova by Stephenie Meyer)


Eu mal tinha começado a ler e chorava sem parar. Estava no meio do parágrafo e já podia sentir o efeito que aquelas palavras teriam.

Eu estava adorando estar de férias para ler aqueles livros. Parecia estranho ao meu irmão que, de férias, eu me dedicasse tanto à leitura. Há anos atrás estaríamos brigando para ver com quem ficava o controle da tevê. Nunca era comigo já que ele sempre foi mais forte. Mas eu sempre fui muito engenhosa. O castigo dele me rendia tranquilidade com o controle o resto da semana era só chorar e contar para meus pais. Hoje qualquer preocupação que ele tenha comigo nunca me parece tola. Afinal, era ele que estava ao meu lado dia após dia. Não tinha mais forte ou mais fraco. Nem castigo, por mais que eu chorasse. Eu o amava cada vez mais. Aprendíamos, os dois, a nos amarmos e a convivermos bem. Eu tinha certeza que tudo era igualmente estranho para ele. Talvez fosse até mais.

O tempo tinha mudado muito as nossas vidas. Frenético, de um lado ao outro, às vezes até parecendo sem rumo, mas sempre atando nós. Laços cuidados que me fazem ter certeza de que... Nada era... Ou melhor, tudo era... Ah! Não sei bem se era, mas tudo parecia estar cuidadosamente interligado. Quando estou assim: calma, tudo faz tanto sentido. No entanto, o tempo me faz confusa.


Estou perdida com os pensamentos de Bella. Quando a leitura é em voz alta chego a trocar o tom quando ela troca. Imito seus gestos à medida que leio ansiosa notando o quanto somos parecidas. Além disso, eu pareço ser a única por aqui a preferir Edward a Jacob. Exatamente como ela. Com as mesmas condições, talvez não com as mesmas palavras. Isso deve estar ligado ao fato de que a figura de Edward também se faz assustadoramente presente, ainda que loooonge. Ainda assim é incrivelmente bom e como ele: indescritível.


Muitas de minhas crises estão relacionadas estão relacionadas aos meus amigos. Me confundo muito com eles. A conversa com a amiga Amanda no último sábado ajudou a deixar as coisas mais claras. O problema não estava com os amigos antigos e não estava no fato de eu tanto sofrer por naturalmente me afastar deles. Também não estava com os amigos novos. Nem com minha empolgação por tê-los, por mais que isso também me parecesse, por fim, desafiador.

Bem, fato é que pela importância que eu dou às minhas amizades sempre foi difícil ter amigos. Não fazer amizades, mas tê-los. Eu não conseguia desvincular o “ter” amigos de uma relação injusta de posse, de fidelidade e muito amor. Quero sempre ter. TER mesmo!

Eu era sim muito cuidadosa e organizada, mas era ridículo dividir amigos, situações e épocas do ano. Dentro de mim amigos que falavam só Português eram tão amados quanto os bilíngues, trilingues ou zilingues. O frango frito de domingo era tão saboroso quanto aquele strogonoff com suculentos mushrooms. O meu carro era tão importante quando a necessidade de eu estudar um pouco mais os mapas da minha cidade para não me perder, inclusive quando estivesse de ônibus.

Mas como dizia, o problema não está com os amigos. Nem com os que tive, nem com os que tenho ou com os que terei. Não está com a família. Não com a família que tive, nem com a que tenho e queira Deus não com a que terei. O problema não está nas perdas, na distância traçada pela linha do equador, no casamento da minha irmã, com o choro dos meus alunos, com as teorias de Rogers, com os professores da faculdade... Nem no meu carro, nem nas contas a pagar, nem com cabelo desobediente ou nos meus quilos sempre a mais. O problema nem era comigo! O problema era o tempo.

O problema era o tempo que passava. Até para mim que esperava ter o passado mais presente e o futuro sob controle. Até para mim...

Era tempo demais... ou tempo de menos? Demais para que tanta coisa acontecesse e de menos para que eu soubesse lidar com tanta mudança Na verdade era tempo o suficiente e como me disse Amanda eu precisava primeiro me cobrar menos. Eu não poderia ter sempre o controle de tudo. Não que isso seja motivo para me descontrolar. Depois tinha quer aceitar as mudanças, as diferenças.

Eu precisava urgentemente aceitar que estava tudo diferente e que embora isso não fosse motivo para ignorar ou esquecer o passado eu preciso também ser diferente. Reconhecer era uma palavra tão forte na teoria que eu estudava. Estou feliz por estar sendo (auto)terapêutica. Eu precisava entender que o tempo estava agindo, respirar fundo e permitir que ele agisse.


Que me curasse.

Que me acalmasse.

Que me ensinasse.

Que me orientasse.

Que me preparasse...


Era isso! Eu não precisava ser assim tão forte. Nem o quanto esperavam que eu fosse e nem o quanto eu exigia ser. Também não precisava fingir, mas não precisava sofrer tanto. Nem de saudade (do passado), nem de medo (do futuro), nem com a distância. Eu só precisava me preparar. E assim, mesmo o que parece impossível...

Eu não precisava suportar aquilo tudo sozinha. Aliás, toda a mudança não precisava ser suportável. Tinha que, simplesmente, ser. O tempo estava ali. Ele queria ajudar. Eu só precisava permitir ser ajudada e aceitar que o controle não era só meu. Aliás, todas as últimas “coincidências” me fizeram ter certeza de que eu pouco controle tinha. Alguém que não eu estava no controle e eu tinha medo a quem atribuir isso tudo. Era coisa demais, mas tudo no seu tempo.

domingo, 13 de dezembro de 2009

You Belong With Me - Taylor Swift


Teaching teenagers has never been my favorite till I get how to deal with them.

Organizing all papers in my room today I've found a scrap written:


"Dreaming about the day when you wake up and find that what you're looking for has been here the whole time".


It was by Selena, one of my favorites this semester.

Nice song. Nice video and I belive it's also nice to be the strange nice friend. Like Bella I must say it again: "That's how I feel."

It's always the nicest love.



sábado, 5 de dezembro de 2009

Escolhas

Mesmo com todas as dúvidas e o consequente sofrimento, o alívio por ser humana. Alívio por poder fazer escolhas e por ter aprendido a respeitar atitudes, nem sempre a dor outros, mas com todo o carinho as minhas.

Sendo humana, porém, ganho o pesar da culpa. Culpa que seria a gigante número um se minha alma não conhecesse o Amor.

Frente tanta "coincidência" (acho que agora prefiro usar o termo connection), as perguntas já se misturam às respostas. Eu consigo entender o que é a alma e posso ver que dela não se tem notícia só de quatro sentimentos. Eram todos juntos esperando o momento certo para se conectarem uns aos outros como se esperassem o momento certo de ser e ganhar um nome.

Entendo também que estar sozinha quase nunca é uma questão de escolha, embora todo o resto me pareça ser. Agora até aceito o que me incomoda. Não é a idade, é "how I feel". Isso não basta, mas ajuda.

Algo que para todos parece idiota para mim continua sendo fundamental e igualmente difícil entender: O que é real? O que é estória? Deveria até ser normal para quem vê a vida acontecendo como uma estória de filme (ou livro, como queiram!) e ainda assim saber que se trata de uma História com H maiúsculo.

Ele disse que o segredo é ser terapêutica. Antes de dormir, pensei que isso é o que mais tenho sido nos últimos anos. Tentando cuidar de mim mesma. Eu tinha criado mil técnicas para ignorar o sofrimento e continuar sendo um doce de menina. Definitivamente, eu sou. Até que eu escolha não ser... Aprendi, no entanto que não se tratavam de técnicas. Eram atitudes.

O que falta eu aprender de verdade é que eu nunca terei todas as respostas. Estudar Rogers e assistir a filmes não me dá as respostas que eu preciso ou quero, muito pelo contrário. Tenho mais perguntas, mas isso, de certo, é uma questão de escolha.

sábado, 28 de novembro de 2009

Big Girls Don't Cry




La, ra, ra, ra

The smell of your skin

Lingers on me now

You're probably

On your flight Back to your hometown

I need some shelter

Of my own protection baby

Be with myself in center

Clarity, peace, serenity
I
hope you know

I hope you know

That this has nothing to do with you

It's personal, myself and I

We got some straightening out to do

And I'm gonna miss you

Like a child

Misses their blanket

But I've gotta

To get a move

On with my life

It's time to be

A big girl now

And big girls don't cry

Don't cry

Don't cry

Don't cry


The path that I'm walking

I must go alone

I must take the baby steps

'Til I'm full grown

Full grown

Fairy tales don't always

Have a happy ending, do they?

And I foresee

The dark ahead if I stay


I hope you know

I hope you know

That this has nothing to do with you

It's personal, myself and I

We got some straightening

Out to do

And I'm gonna miss you

Like a child misses their blanket

But I've gotta

Get a move on with my life

It's time to be a big girl now

And big girls don't cry


Like a little school mate

In the school yard

We'll play jacks and uno cards

I'll be your best friend

And you'll be my valentine


Yes, you can
hold my hand

If you want to

'Cause I wanna hold yours too

We'll be playmates and lovers

And share our secret worlds

But it's time for me

To go home

It's getting late

Dark outside

I need to be

With myself in center

Clarity, peace, serenity


I hope you know

I hope you know

That this

Has nothing to do with you

It's personal, myself and I

We got

Some straightening

Out to do

And I'm gonna miss you

Like a child misses their blanket

But I've gotta

To get a move

On with my life

It's time to be

A big girl now

And big girls don't cry

Don't cry

Don't cry

Don't cry


La, ra, ra

Ra, ra, ra



Penso logo existo.

Há dias que coisas pouco importantes fazem tanto sentido. Na última quarta, recebi um e-mail que nem teria lido não fosse o hábito de separar os e-mails importantes em pastas: Blog, CISV, Cris, Faculdade, Irmão, Rod, TFLA.

O e-mail trazia um título nada interessante, mas o yahoo me conhece bem e sabe da minha leitura dinâmica. Tratou de abri-lo automaticamente.


PUNHAL 21/03 a 20/04

COROA 21/04 a 20/05

CANDEIAS 21/05 a 20/06

RODA 21/06 a 21/07

ESTRELA 22/07 a 22/08

SINO 23/08 a 22/09

MOEDA 23/09 a 22/10

ADAGA 23/10 a 21/11

MACHADO 22/11 a 21/12

FERRADURA 22/12 a 20/01

TAÇA 21/01 a 19/02

CAPELA 20/02 a 20/03


Com pressa, fui logo à parte que me interessava. “05/10, cadê?”


MOEDA

23/09 a 22/10

A moeda é associada ao equilíbrio e à justiça. É relacionada à riqueza material e espiritual, que é representada pela cara e coroa. Para os ciganos, cara é o ouro físico, e coroa o espiritual. A pessoa sob esta influência é sensível, charmosa, vive de amores e sentimentos. Tem de estar apaixonada sempre. As atenções voltam-se para si facilmente. Tem talentos artísticos e decorativos. Adora ajudar as pessoas e vive para isso. Razão pela qual está sempre cercada de amigos e companheiros.


Ao invés de pesar “isso é verdade”, mais uma vez eu pensei “a pessoa que escreveu isso deve me conhecer”. Não somente por ser uma boa descrição, mas pelo bom momento em que isso chegou até a mim. Essa foi uma semana pensante. Embora eu tenha decido por bem não ir ao casamento no sábado eu encontrei amigos antigos, que já nem devem ser mais meu amigos, mas continuam muito agradáveis. Falei com minha irmã, saí com a Cris, falei, falei, falei e observei muito. Domingo passei com o meu irmão, insistindo para que ele fosse ao show do Jason Mraz comigo. Segunda de Rogers (super pensante!), uma terça de Satis com o boss, de substituir Doris, conversa com Meg (super pensante!) e uma conversa sobre paixão no fim do dia. Fiquei muito cansada na terça, mas acordei bem na quarta. Eu pensava sem parar nas coisas interessantes que tinha ouvido até ali. Uma já me martelada há muito:


Eu: Mas, não tem jeito! As coisas que eu gosto de fazer eu não posso fazer sozinha: sentar num bar pra beber, ir ao Mineirão, ir a show de Rock, viajar pro interior, andar no mato... Eu não quero ir ao cinema. Muito menos sozinha!


Mac: É... Tem vez que não importa o que a gente faça a gente se sente sozinho no meio de uma multidão.


Cris: É uma ótima idéia começar seu livro assim.


Boss: E daí se você passa por maus momentos! A gente não pode descontar isso nas pessoas!


Pam: Ele vai pra guerra...


Eu: Puts! E eu achando que estava sofrendo por estar apaixonada.


Alguém da janela: não importa como for ou o que for estar apaixonada é sempre bom!


Tudo isso me fritava!

Na quarta de manhã fiquei triste e preocupada por não ver uma aluna que tinha relatado problemas. De certo os problemas tinham piorado e eu não conseguia não pensar nela. Como se já não bastasse tive problemas na aula seguinte, mas reconheço que boa parte deles eram por minha culpa. Eu pensava em estratégias de como melhorar, mas foi tudo mais um motivo para me chatear.


Rod: Don’t work to hard my Bonnie Lassie.


Mesmo com todo o meu esforço a conversa no dia anterior com a Meg me fez pensar que algo tinha sido em vão, mas na verdade muito tinha que ser feito para melhorar. Isso se misturou uma sensação de desânimo com fracasso que contribui para me deixar mal, mas apesar de tudo isso, tive sorrisos e elogios das alunas de Espanhol. Por fim eu já não sabia o que estava errado.

Logo depois um choro incontrolável e inconsolável de um aluno querido que deixou meu coração tão preocupado, tão, mas tão aflito que tudo o que eu queria fazer era chorar também.


Eu: Também estou muito triste. Se você quiser que a teacher faça alguma coisa, pode me falar. Eu posso ir ao médico com você.


E ainda tive que ser Rebecca! Tudo certo e no final da aula eu ouvi:


Aluno: It was nice to meet you. You are cool. I wish you are the teacher next semester.


Tive vontade de chorar de novo e dar um abraço gigante no aluno que disse isso enquanto todos os outros também me olhavam com uma aprovação tão graciosa, no entanto eu sorri e retribuí o elogio com as mesmas palavras.

Fui embora me perguntando se era isso que a minha profissão queria de mim ou se não seria melhor mesmo ser escritora ou cantora. Deveria existir a profissão “amiga” disse e ri sozinha de mim mesma no carro.

Na quinta eu tinha que pensar em qual roupa os pais gostaria de ver. Chatice! Mas antes disso tinha o cinema day as 15:10. Delícia de turma!

As 16:20 também teve filme, mas teve exposición oral, poema e mais confissões.

Certamente não era nada daquilo que os pais queriam ver. Uma agitação que tomou conta e eu pouco podia fazer já que não queria ser enérgica, não naquele dia.

Ao final da aula uma situação que por bem ou mal deve ter me promovido ao nível Ignorante II na escolinha da vida. E mais choro.


Cris: O papel da professora é o papel de mãe.


Isso sim tinha acabado comigo! Cansada, chateada, frustrada, arrependida e ainda sem querer eu me permiti chorar um pouquinho. E depois, muito ao ouvir Paciência de Lenine, uma música que adoro. Fazia tempo que eu não pensava e chorava tanto por tantas coisas ao mesmo tempo. Mas “everything is connected” na minha vida agora e eu tinha que dar conta!

Ainda não tinha terminado. Sexta foi dia de Maria e eu recebi abraços que misturavam alegria saudade e satisfação.


Aluno: She will born in January.


Eu ainda me lembro de quando ele se desentendeu com a esposa e triste quis conversar. Logo depois dividimos a alegria de que seria papai.

Eu saí da escola e tentei pensar um pouquinho em mim. Minhas pernas doíam, tinha dormido mal, mas fui ao shopping fazer compras e almoçar.

Com bastante treino, é claro, mas por fim acho que tinha aprendido a me divertir sozinha, com coisas bobas. E melhor! Tinha aprendido a não me estressar na fila do banco ou no supermercado cheio enquanto tudo o que todos fazem é reclamar, xingar o presidente e... Ah! Deixa pra lá.

Tentei me divertir e embora eu não goste muito nem de fazer compras nem de estar no shopping eu tenho conseguido. Compro coisas pequenas, mas legais. Que não exigem muito da minha pequena capacidade de escolher. Comprei um body splash muito cheirosinho, balas de tuttti frutti, barrinha de cereal com morango, Danoninho, torradas, calcinha, sutiã, dois anéis e um UNO. Tudo para mim! Todo mundo ouviu, né?! Eu tinha comprado um UNO!

Depois fui comer. Comi uma deliciosa lasanha a bolonhesa que tinha gostinho de noz moscada. E lá estava eu pensando novamente. Comendo feito passarinho, pensando em tudo aquilo que estava acontecendo. Uma saudade que me assustava e eu não saberia nem explicar se alguém me perguntasse o porquê. Só sabia de quem.

Queria, depois disso tudo, ter deitado e dormido, mas certamente o calor não me permitiria fazer isso as 15:00 horas. Tinha que terminar um trabalho que deveria ser entregue naquela noite.

Durante a rápida conversa no msn ela me disse que eles tinham voltado a namorar, que dessa vez era sério e que agora eu poderia usar a frase.


Eu: “I’ll be his best friend and he will be my valentine.” Essa?


Curiosa eu fui ver a procedência. Big girls don’t cry da Fergie que estará no próximo post com certeza.

Eu já estava na leitura final, antes da impressão quando meu irmão chegou e me deu uma agenda 2010 de presente. Eu adoro agendas! Adoro trocar de agenda. Significa trocar de ano, renovar, organizar tudo de novo com calma para planejar.


Eu: Também trouxe um presente pra você.


Ele sorriu e foi atrás do pote de Nutella que eu tinha comprar pra ele e só pra ele.

Hoje eu acordei satisfeita. Tenho duas aftas gigantes na boca que doem e incomodam, mas sabia que não era como parecia. As coisas não estavam dando errado. O muito só quer que eu pense um pouco. E eu pensei. Até demais...

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Embelezando-me.


"Embelezando-me." Foi o que o meu msn disse por toda a tarde. Vendo isso meu pai certamente me cantaria:



"Baby você não precisa

De um salão de beleza

Há menos beleza

Num salão de beleza

A sua beleza é bem maior

Do que qualquer beleza

De qualquer salão..."


Zeca Baleiro


Eu? Falaria alguma besteira e lhe daria um abraço.



sábado, 7 de novembro de 2009

Sorte!

Nada como um dia de sorte para mandar a tristeza para o espaço. Tudo novo de novo, graças a Deus.






"Ô tristeza! Aqui pra você ó..."

sábado, 31 de outubro de 2009

Quando, Quando, Quando.

Ixi...

Vivendo e aprendendo.


Aprendi que dar aulas de mau humor cansa ainda mais a voz.

Aprendi que meninos de uns 13 anos, quanto mais gostam de você, mais demonstram não gostar quando estão perto dos outros.

Aprendi que nunca é demais oferecer ajuda a uma pessoa querida. Isso é lindo!

Mas aprendi também que você não tem culpa se ela não quiser sua ajuda e muito menos se você não for querida pra ela.

Aprendi que não vale a pena assistir aula sem paciência.

Aprendi que não dá pra ficar muito tempo sem ir à academia. É pior!

Aprendi que tem em quer confiar é fundamental e gostoso demais!

Aprendi que as mães aprendem muito com as professoras dos seus filhos.

Aprendi que as pessoas vão confiar em você se você as der motivos.

Aprendi a ter ainda mais orgulho de mim mesma.

Aprendi que é importante a gente se observar e aí aprendemos muito com a gente mesmos.



terça-feira, 27 de outubro de 2009

O presente e eu.


Hoje eu saí da escola e fui ao shopping tentar comprar um presente de aniversário para o meu irmão. Fui a uma loja aqui outra al. Até sei o que quero comprar, mas a possibilidade de desagradar é um pânico que chega a ser sem propósito. Achei melhor não comprar e deixar que ele escolhesse. Pensei que pudesse até ser mais divertido sairmos os dois juntos para comprar algo.

Eu não gosto de fazer compras e não tenho muita paciência para escolher, comparar preços e decidir. Bem, isso é o que eu sempre digo. No entanto, percebi que isso já não é uma verdade assim tão absoluta (e vindo de mim pouca coisa é). De repente me vi entrando na Leitura e fuçando, feito criança, tudo quanto era coisa. Adoro papelarias! Uma caneta é coisa que dá gosto de escolher. E não dá trabalho nenhum. Comprei um pacote de canetas coloridas, canetas marca-texto, cola bastão, corretivo e tenho a impressão de que esqueci de alguma coisa.

Depois fui à farmácia. Comprei um creme de pele com cheiro (e também sabor, por que não?) de uva que, de certo, vai me render inúmeras piadinhas. Algodão, um par de esmaltes e o anticoncepcional.

Como se já não fosse estranho o suficiente fazer compras for fun eu fui comer uma pizza. Sozinha! Não estava com ânimo para comer na cantina da Tia Sinara hoje. Aliás hoje foi um dia de desânimo total. Quero melhorar logo.

Mas sabe que, no fundo, no fundo, foi divertido?

Estive pensando bem, não é mesmo tão difícil assim fazer escolhas. Escolhi as minhas canetas, o meu creme de pele, a cor dos meus esmaltes, o refrigerante e a minha pizza. Difícil é encarar o medo de tomar decisões que possam decepcionar alguém. Ou ter que decidir algo junto. Não te dá um friozinho na barriga só de pensar que... ? Sei lá o que se pode pensar! Sei lá o que penso. Adoro pizza, adoro comer pizza com as pessoas, mas para mim é a maior tortura decidir qual vamos pedir. Ligar então... Sem chance! Sou a primeira a falar: “pode escolher” e graças a Deus não sou do tipo que acha ruim da escolha depois. No máximo falo: “eu gosto de frango”, mas poucas pessoas sabem que, para mim, bom mesmo é frango à bolonhesa com palmito e catupiry. Muito palmito!

É interessante observar a vida, né? Talvez eu devesse prestar mais atenção nessas coisas. Estar mais tempo sozinha sem desejar alguém por perto, sem desejar o passado de volta e sem ter medo do futuro. O presente e eu, mais ninguém!

Eu preciso ter mais e diferentes motivos para pensar na vida e prestar mais atenção em mim e nas minhas mudanças. Tanta coisa tem mudado e, sem querer, eu esqueci de dar valor a isso.

Antes eu não gostava de fazer compras, de cor de rosa, de depilar no salão, de salto alto, dos mistérios, de vestidos, de alunos adolescentes, de comer frutas ou almoçar sozinha. Mudar é até divertido!

Pensaria mais coisas se não tivesse que ir a aula. Fui cantando Lenine, tentei fazer uma baliza e sem sucesso parei o carro na próxima vaga para mulheres enquanto ouvia “I’m yours”. Sossegada cantei, chorei, respirei fundo, enxuguei as lágrimas e disse para mim mesma: “ô... e como muda!”


Se a aula não estivesse tão chata eu não faria um desenho

tão idiota para testar todas as minhas canetas.



terça-feira, 13 de outubro de 2009

Luana é Dama!

Hoje eu estou fazendo tantas perguntas que, enquanto passeava por alguns blogs, pensei em voltar o meu ao seu nome original: "Quem sou LuAna?"

Eu concordo quando dizem que o que nos move são as perguntas e não as respostas, mas acho "a Dama da cena” mais charmoso e, talvez, eu precise ser mais charmosa e pensar menos no progresso. Devo ser mais singela e me preocupar menos com as respostas, com as perguntas, com os resultados.

Ser Dama faz bastante sentido pra mim. Dama por ter um coração nobre, por ser qualquer mulher e ainda assim desejar uma designação atenciosa ou honorífica. Dama de uma dança que ainda aprenderei a fazer. Dama por ser sempre um pouco atriz. Uma carta de baralho, ainda que eu esteja fora dele.

Dama por causa da intimidade com o nome que herdei do papai. E por ser singela como mamãe. Dama por ser LuAna e ter perguntas a fazer, respostas a ouvir. Dama de uma infinita vontade de encontrar algum sentido.

Dama com certo charme de quem quer se expor. Ou talvez seja mesmo só a tentativa de o fazer.



Em itálico as cinco definições que o mini-dicionário
da Língua Portuguesa Aurélio (2000)
traz para a palavra dama.


segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Varinha de condão.


Me apaixonei! Mas não me apaixonei de qualquer jeito. Estava luanamente apaixonada pela inteligência de um, pelas pernas do outro, pela família dele, pelo sorriso daquele... Aquelas mãos, o beijo, o abraço, o cheiro e lá se ia paixão para dar e vender.

Eram tantos que, impaciente, eu desejei ter uma varinha de condão para, como num passe de mágica, fazer da paixão algo menos complexo. Modéstia à parte seria uma estória muito mais divertida e interessante do que aquela de beijar sapo ou a do príncipe do cavalo branco. Bem mais!

Mágica! Me desapaixonei! Ah! Muito mais fácil.


Meleca! Hoje, desejei ter uma varinha de condão de novo. Inevitavelmente pensei na conexão entre magia e paixão. Sim. Porque eu não podia deixar de ver magia em tudo o que tem me acontecido, tampouco negar que estava apaixonada.

Estou?

Nada de príncipe, cavalo branco, sapo, Romeo, Julieta (é... talvez seja a única parte verdadeira), cartola ou varinha de condão. Era algo indescritível por conectar o tradicional ao moderno e assim sendo já não haveria de ser um conto de fadas. E, embora eu tenha coração, mente, sonhos e orelha de fada, não podia descobrir o segredo da tal connection.

De toda a estorinha ficou a certeza de que “era uma vez...”, a incerteza da certeza, vontade de ter super poderes, algumas lágrimas na hora da despedida e o desejo, não de falar, não de ouvir, mas de viver um “e foram felizes para sempre”.

É uma pena que eu não possa ir para o final do livro. E nem seria justo.



quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Quero mamãe.

Tem dias que a vontade é inevitável, insuportável e intransferível. Acordei quase chorando e o “bom dia” da titia só piorou a situação. Eu não gosto de “bom dias”.

Como de costume, a primeira coisa foi caminhar até o computador. Sempre faço isso quando estou sozinha. Sempre estou sozinha... Recebi um e-mail da Cris que ainda nem tive coragem de ler pelo simples fato de estar direcionado à Julieta. De Julieta já estou passando a Juliana, mas sempre com a “piadinha” do Romeo. Meio chato. Mas...

Não consigo dormir direito. Deito pensando em um zilhão de coisas a fazer e outras mil que fiz ou me fizeram. O barulho romântico da chuva fica extremamente sinistro quando se está sozinha, lutando contra o sono para tentar estudar. Além disso, tive sonhos horríveis. E já choro há quarenta minutos por fazer a interpretação deles.

Eu com a sensação de que ninguém pode me ajudar, de que cada um dos meus problemas são bobos, mas ao mesmo tempo o fim do mundo. Queria carinho, conforto. Dormi pensando na minha mãe no colinho, no cheirinho, nas coisas mágicas que ela me falava quando nada fazia mais sentido e acordei assustada com um barulho no telhado. Ela chorando, me pedindo ajuda, falando ao se ajoelhar perto da minha cama, que estava acontecendo algo de muito ruim. Ela tinha medo. Quando disse “algo de muito ruim” começou a chorar por não saber o que era. Minha irmã e eu que tínhamos organizado uma festa de aniversário linda para ela naquele dia ficamos sem o que fazer. Eu de boca aberta como estou até agora. Tentando entender. Acho que está tudo ao contrário, meu Deus! E eu devo estar fazendo tudo errado!



terça-feira, 22 de setembro de 2009

Não dá e ponto.


Janta

Marcelo Camelo e Malu Magalhães


Eu quis te conhecer mas tenho que aceitar

Caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá

Pode ser cruel a eternidade

Eu ando em frente por sentir vontade

Eu quis te convencer, mas chega de insistir

Caberá ao nosso amor o que há de vir

Pode ser a eternidade má

Caminho em frente pra sentir saudade

Paper clips and crayons in my bed

Everybody thinks that I’m sad

I'll take a ride in melodies and bees and birds

Will hear my words

Will be both us and you and them together

Cause I can forget about myself, trying to be everybody else

I feel all right that we can go away

And please my day

I let you stay with me if you surrender

Eu quis te conhecer mas tenho que aceitar

(I can forget about myself trying to be everybody else)

Caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá

(I feel all right that we can go away)

Pode ser a eternidade má

(And please my Day)

Eu ando sempre pra sentir vontade

(I’ll let you stay with me if you surrender)