domingo, 19 de abril de 2009

Laptop

Vou capricar no proxio present que u cismar de me dar. Depois de passar 11 dias sem ver o comptadorligado por causa da mudança o tclado não fuciona direito! Nao funcia dirito! Estou apertado tecla por tecla com eito,com forçasem eitosem força enada... Sco! Eunão vou isistir. Já estou irritaa além da conta com essa neura de trapia da ecrita. Vou contiuar escrevendo idés solts em todos os pdaços e papeis que passarem por minhas mãos. Não vai ter omesmo efeito, eu ei, mas depois, um dia, quano as coisas voltarem a dar certo para mim eu posto tudo com direito a datas rtroativas. Faço votos de que eu não enloqueça! Escrever mefaz tão bem... e se nem maiscom meu amigo blog eu psso contr, perguto mais uma vez: "e agora quem poerá me defender?

domingo, 5 de abril de 2009

O atentado.

Precisando dedicar-me a ler outros resolvi apertar o passo. Depois de ficar uns três meses lendo "O atentado" e outros alguns bons meses tentando tomar coragem para sair das desastrosas primeiras páginas, li. Na última madrugada quis ansiosamente terminar tudo. Cheguei a causar um leve acidente. Mas sei que vai dar tudo certo.

A pesar da resistência inicial, gostei muito do resultado final. Como de costume li devagar, sem pressa alguma para chegar ao final. Li com carinho. Fiz anotações. Chorei quando deveria chorar, fechei o livro com raiva quando quis. Dormi de óculos e luz acesa várias vezes e fui fazendo anotação aqui, outra ali. Essa é a grande graça de se ler um livro. É uma pena que eu tenha pouco tempo durante para muitos livros. Não tenho esse carinho com a maioria das minhas leituras.

A boa leitura merece um registro. É justo que eu guarde em algum lugar a história de um jovem cirurgião que perde a esposa após um atentado suicida. Depois de salvar algumas vidas Amin descobre que a tal bomba explodiu no corpo de sua mulher Sihem.

Página vai, página vem, eu me esforçava para entender o motivo pelo qual minha amiga Cris tinha me emprestado o livro e insistido tanto para que eu o lesse. No fundo, no fundo sabia que nada do que lia era em vão. Sabia inclusive que a história do menino que chorava pela mãe nas primeiras páginas não era por acaso.

Todas as anotações que fiz têm um significado pessoal muito importante. E eu fico orgulhosa de mim mesma toda vez que isso acontece.

Há uma semana Lorena me levou à uma reunião do CISV e lá me perguntaram do que mais me orgulhava. Pensei em um monte de coisa e por fim respondi: “de mim mesma” – e por mais incrível que possa parecer fui modesta. Respondi sorrindo, com sinceridade: “me orgulho de mim, de todas as coisas que faço, porque tento fazer tudo bem feito. Tenho orgulho das coisas e dos amigos que conquistei. Me orgulho por ser uma pessoa legal.” Depois disso, todos riram. Até então estavam todos sérios. A verdade é que parecia ser uma reunião séria. Pessoas organizadas e concentradas num objetivo bem traçado. Aí eu faço isso! Não sei qual foi a minha aceitação no grupo depois dessa...

Tenho certeza que nada disso vai ficar perdido em uma gaveta. Para mim já fez muito sentido cada palavra que anotei. Espero que faça para alguém aí também. Tomei a liberdade de fazer algumas adaptações (em itálico) para ter mais cara de LuAna. E fica a sugestão de leitura: O atentado - de Yasmina Khadra. Sá editora. 2006.

  • “Estamos bem assim, o silêncio preserva-nos de nós mesmos.” – p. 66.

  • “Ela continua aqui, porém, grudada a cada uma das minhas lembranças, infestando minha memória em seu mais ínfimo recôndito. Pergunto-me se não morri com ela... Eu não era mais alta que três maçãs, mas parece que olhava por cima da cabeça dos adultos sem enxergar o menos pedaço do horizonte.” – p. 84.

  • “Eu mesma não compreendo de onde vem essa insolência agressiva que faz tremer minha mão sem debilitar minha voz, bater meu coração sem que cedam meus joelhos. Encurralada entre a precariedade da minha situação e a raiva...” – p. 157, 158.

  • “Quem sonha demais esquece de viver. ” – p.82. (Essa foi uma das horas que eu quis fechar o livro com raiva. Raiva de mim mesma e da mente fértil que Deus me deu.)

  • “Como poderia tê-la vivido, penso agora, se não parei para sonhá-la?” – p. 183. (Ainda bem que eu tenho o costume de terminar os capítulos antes de parar a leitura:)

  • “Não somos culpados dos erros que nos impingem, mas dos erros que cometemos.” – p. 196. (Na teoria é lindo!)

  • “a razão para ter perdido os dentes e renunciado a qualquer prótese suscetível de lhe devolver o sorriso.” – p. 199.

  • “Creio que essa é a escola do ódio. Aprendemos verdadeiramente a odiar quando tomamos consciência de nossas impotências.” – p. 219.

  • “Meu coração batia desvairado em meu peito; minhas entranhas banhavam no sumo corrosivo de sua própria decomposição. Minhas palavras adiantavam-se às minhas angustias, extravasavam do fundo do meu ser como fagulhas incendiárias. Tinha e ainda tenho medo de cada palavra que me escapa, medo de que voltem a mim como um bumerangue, carregadas daquilo que me aniquilaria no ato. Mas a necessidade de abrir o coração é mais forte que tudo.” – p. 222.

  • “Para ele, os anjos são eternos; para mim, morrem com nossos golpes...” – p. 224.

  • “Não há duas medidas. Quando se aceita pegar em armas, deve-se aceitar que os outros também o façam.” – p. 248.

E para finalizar, como se me conhecesse alguém escreveu:

  • “podem te tirar tudo; teus bens, teus mais belos anos, todas as tuas alegrias e todos os teus méritos, até tua última roupa – sempre restarão teus sonhos para reinventar o mundo que te confiscaram.” – p. 253.

sábado, 4 de abril de 2009

Novos amigos.

Sinto falta do blog. Tenho muita coisa interessante para postar, mas ando ocupada demais para escrever aqui. Motivo? Ando fazendo novos amigos e tenho me dedicado o máximo possível.