quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Quero mamãe.

Tem dias que a vontade é inevitável, insuportável e intransferível. Acordei quase chorando e o “bom dia” da titia só piorou a situação. Eu não gosto de “bom dias”.

Como de costume, a primeira coisa foi caminhar até o computador. Sempre faço isso quando estou sozinha. Sempre estou sozinha... Recebi um e-mail da Cris que ainda nem tive coragem de ler pelo simples fato de estar direcionado à Julieta. De Julieta já estou passando a Juliana, mas sempre com a “piadinha” do Romeo. Meio chato. Mas...

Não consigo dormir direito. Deito pensando em um zilhão de coisas a fazer e outras mil que fiz ou me fizeram. O barulho romântico da chuva fica extremamente sinistro quando se está sozinha, lutando contra o sono para tentar estudar. Além disso, tive sonhos horríveis. E já choro há quarenta minutos por fazer a interpretação deles.

Eu com a sensação de que ninguém pode me ajudar, de que cada um dos meus problemas são bobos, mas ao mesmo tempo o fim do mundo. Queria carinho, conforto. Dormi pensando na minha mãe no colinho, no cheirinho, nas coisas mágicas que ela me falava quando nada fazia mais sentido e acordei assustada com um barulho no telhado. Ela chorando, me pedindo ajuda, falando ao se ajoelhar perto da minha cama, que estava acontecendo algo de muito ruim. Ela tinha medo. Quando disse “algo de muito ruim” começou a chorar por não saber o que era. Minha irmã e eu que tínhamos organizado uma festa de aniversário linda para ela naquele dia ficamos sem o que fazer. Eu de boca aberta como estou até agora. Tentando entender. Acho que está tudo ao contrário, meu Deus! E eu devo estar fazendo tudo errado!



terça-feira, 22 de setembro de 2009

Não dá e ponto.


Janta

Marcelo Camelo e Malu Magalhães


Eu quis te conhecer mas tenho que aceitar

Caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá

Pode ser cruel a eternidade

Eu ando em frente por sentir vontade

Eu quis te convencer, mas chega de insistir

Caberá ao nosso amor o que há de vir

Pode ser a eternidade má

Caminho em frente pra sentir saudade

Paper clips and crayons in my bed

Everybody thinks that I’m sad

I'll take a ride in melodies and bees and birds

Will hear my words

Will be both us and you and them together

Cause I can forget about myself, trying to be everybody else

I feel all right that we can go away

And please my day

I let you stay with me if you surrender

Eu quis te conhecer mas tenho que aceitar

(I can forget about myself trying to be everybody else)

Caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá

(I feel all right that we can go away)

Pode ser a eternidade má

(And please my Day)

Eu ando sempre pra sentir vontade

(I’ll let you stay with me if you surrender)



domingo, 20 de setembro de 2009

Streets of Love



Streets of Love

M. Jagger/K. Richards


You're awful bright, you're awful smart

I must admit you broke my heart

The awful truth is really sad

I must admit I was awful bad

While lovers laugh and music plays

I stumble by and I hide my pain

The lights are lit, the moon is gone

I think I've crossed the Rubicon

I walk the streets of love and they're full of tears

I walk the streets of love and they're full of fears

While music pumps from passing cars

A couple watch me from a bar

A band just played the wedding march

And the corner store mends broken hearts

And a woman asks me for a dance

Oh it's free of charge, just one more chance

I walk the streets of love and they're full of tears

I walk the streets of love for a thousand years

You had the moves, you had the cards

I must admit you were awful smart

The awful truth is awful sad

I must admit I was awful bad

And I walk the streets of love for a thousand years

I walk the streets of love

And they're drenched with tears

Oh everybody talks about it

Everybody be walking down it

Yeah but I found out.... oh yes that I...

I don't want to...

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Bonnie Lassie

Ele apareceu do nada.

Ele é simpático.

Ele me enche de perguntas, mas também me responde.

Ele é gentil.

Ele é engraçado.

Ele tenta "falar" Português e isso é lindo!

Ele me diverte.

Ele já entendeu do que se trata Atlético Mineiro.

Ele é inteligente.

Ele nunca acha, só pensa.

Ele me escreve poemas e, como eu, não acredita em coincidências.


- Everything is connected – He said.

- O mundo é um ovo. – I taught him.

- The egg is getting smaller.

(…)

- We are all connected by the UNIverse. – I agreed.


Eu sou uma Bonnie Lassie.

E esse é um texto para ecocês entender.



domingo, 13 de setembro de 2009

Assombração.


Às vezes sinto a vida voltando como num castigo por ser tão ignorante e tê-la feito passar tão rápido. Por ser calma ou afoita demais sem saber distinguir a hora certa para ser ou não ser.

Há pouco ouvi alguém dizer que a assombração sabe para quem aparece. Morro de medo e não consigo deixar de acreditar que isso seja verdade. Isso sim é uma verdade!



sábado, 12 de setembro de 2009

Tentando entender.


Enamoraram-me de um fotógrafo com quem troquei meia dúzia de palavras em uma festa;

Colocaram o celular do meu ex-namorado na minha lista do Google Calendar na qual só têm datas de aniversário;

Fizeram-me rival de uma das melhores professoras que tenho e super amiga de quem nunca fui;

Estragaram e já até consertaram o meu chuveiro;

Compraram-me um novo carro e

Fizerem-me madrinha de um casamento para o qual sequer fui convidada.



Tudo isso em uma semana só. Naquela semana em que o universo conspira, inevitavelmente, para que dê tudo errado. E mesmo sem reconhecer culpa alguma, não tenho como não me importar.

Mentiras me incomodam, me preocupam, me chateiam. Muito. Muito mesmo.



sábado, 5 de setembro de 2009

Facing Giants.

A verdade mais verdadeira é que eu fiquei morrendo de inveja e no último sábado resolvi assistir a alguns DVD's. Desde as férias, quando abri todas as caixas dos quartos e sala, que eles estavam lá no meu quarto esperando por um momento de muito tempo e paciência para serem assistidos.

Desprovida de muita alegria busquei um que por certo não me fizesse chorar ou sentir medo. Estava sozinha em casa e nem um pouco a fim de assistir a nada. Só queria me sentir um pouquinho menos diferente. Acabei deixando o filme para lá quando duas antigas companheiras de colégio deram sinal de vida. Uma falou do casamento que em breve aconteceria. Ela tem o mesmo namorado desde que a conheci! A outra me contou que já tinha se casado, se separado e agora morava sozinha com a filha. Descobri até que somos vizinhas de bairro! Eu, como sempre, fico um pouco sem jeito de contar as minhas notícias e assustar a quem ouve. Afinal acho que ninguém espera algo de ruim de mim.

Assim o sábado ficou suficientemente nostálgico, mas ao mesmo tempo agradável. As músicas que eu ouvia me faziam lembrar a infância na casa da vovó, principalmente “a da bateria” – era como eu pedia o tio para colocar. Era exigir demais que uma menina de uns cinco anos soubesse o nome das músicas de Deep Purple.

O sábado tinha sido bom, com doses de tristezas e alegrias. Alegria por ter uma nova amizade e por descobrir a possibilidade de resgatar outras antigas. A expectativa, a preocupação, as boas e más lembranças do passado, os pensamentos mirabolantes, a solidão, as possibilidades de companhia, a aflição... Fato era que estava tudo no seu lugar a não ser a cisma com o filme.

Acabei não assistindo a nada, fui dormir e só no domingo à noite retomei a idéia. Escolhi o que parecia ser mais normal. Tinha cara de ser filme de Sessão da Tarde. Um time de futebol americano com o nome de Desafiando Gigantes. Parecia ser mais uma daquelas historinhas de high school norte americanas. E na verdade era, mas a segunda cena me fez chorar e, mais uma vez, desistir de assistir a filmes, sejam eles de qualquer espécie. Vai saber quanto tempo essa “crise” vai durar. Deve durar o tempo suficiente da medida em que me fez sentir um zilhão de coisas ao ouvir a mulher do técnico dizendo:


I catch myself thinking about it more and more.

I’m still clinging to a hope that one day…

I imagine…

I hear…

I think about…

… I just keep thinking.

How can I miss someone so much that I have never met?


Enough para me fazer chorar horrores com tudo o que pensei ao ouvir. Desisti do filme e da cama. Voltei para o computador na esperança de ter alguém que pudesse falar comigo um pouquinho, só um pouquinho. Chorando eu sabia que a comunicação via celular seria quase impossível por mais íntimo fosse o amigo do outro lado da linha. A verdade é que eu quase nunca ligo, quase nunca falo. Coisa ruim não é pra ser dividida. Não com os meus amigos que são tão legais! Mas era dia de boi na linha. É sempre assim! Para dar tudo errado basta que a gente aceite que uma coisinha errada aconteceu e nos afetou. Está aí o motivo do caos. Por isso às vezes sou tão displicente, quase ignorante. Deixo pra lá o que eu puder. E é por isso também que a TPM é indiscutivelmente inevitável.

Uma noite mal dormida e a esperança de que ia ficar “tudo bem, meu bem” (uma voz imaginária sempre me canta isso!) foi tudo o que tive para uma segunda igualmente esquisita.

Não sei se por teimosia ou se por vontade de superar a esquisitice eu quis muito conseguir assistir ao filme. Talvez fosse só o acaso insistindo mais uma vez. Eu já disse que não acredito, mas tanto faz que ainda consegue me impressionar. Fiz questão de assistir desde o começo. Mais choro, mais lembranças, mais preocupação. Sabe-se lá Deus o porquê, mas desta vez eu liguei para que eu jamais imaginei ligar para falar esse tipo de coisa. Mas deu certo! Deu tão certo que o filme mal feito e super molodramatic conseguiu ser agradável inclusive com todas as suas mensagens religiosas.


Purpose!


Daí foi uma segunda mal dormida depois de muito choro para aguentar uma terça com a missa de formatura da melhor amiga. Com as três músicas que mais me fazem chorar no mundo. Será que eu estava precisando tanto assim de um puxão de orelha religioso? Quanta indelicadeza da parte do Senhor Nosso Deus!

Uma terça de choro e daquelas sensações estranhas que estar dentro de uma Igreja me faze ter para uma quarta-feira que só a super hero que insistem que eu seja dar conta. PREINTU10M, LG2U1, preparar la clase de español (no horário que deveria ser da academia), tomar banho, escolher uma roupa coringa, esperar a carona, AS2U1, TEEN, VEN1U10M e LG1U7M sem ter tempo de sorrir para quem passava na janela. Tive que pedir licença para conseguir ir ao banheiro. E ainda não acabou! Ônibus, shopping, contas, contas, contas, lanche, banheiro, taxi, colação de grau da amiga, choro, riso, choro, foto. Orgulho! Cansaço... Cerveja, contra filé e batatas fritas. Casa. Cama? Não... Consciência pesada. Computador. Ninguém! Só eu e mais um integrante do "clube da solidão". Receio. “Já Elvis! Fui dudu.”

Isso tudo para uma quinta com irmão ligando às sete da manhã pra falar que o bebê tava pronto na oficina. E lá começou o dia. Leitinho, pãozinho, maçã. Banho. Deber, clase de español. English test. Almoço de padaria, ônibus, calor! Irmão, ônibus. Carro! Problema, mecânico. Alguns minutos para chegar do Centro ao Castelo. Aula às duas. Aluna faltou! Respirei. Aula às duas e meia, super does. OH7, game. WL4 catch up. KIDS two new students!

Tudo isso para estar um caco no final do dia e ainda ter coragem de falar que era só uma irritação nos olhos por causa das lentes. No entanto já era tempo de voltar à faculdade. Aula de Língua Latina. Meus exercícios estavam incompletos e eu sequer tinha me dado conta de que deveriam ser entregues. Eu mal tinha aprendido as declinações e já se ensinavam as conjugações de verbos. Eu não tinha força alguma o professor parecia estar a quilômetros de distância. Só aí me lembrei de precisava comer. Não tinha almoçado e a última coisa comida, ou melhor, engolida tinha sido uma tortinha antes da aula de 15:10.

No próximo tempo teria aula de Didática se não tivesse arrasada por não ter me preparado para o seminário. Também não ia ter força alguma para ficar.

Resolvi ir embora, mas estava chateada demais para ir para casa. Não chorei, liguei! “Chora me liga” – ela bem disse. Os planos eram ir ao Mulão matar a saudade do abraço do Simil e ir para a casa descansar. Então: Luana pega Lorena, Lorena e Luana pegam Ana. Ana, Lorena e Luana param em frente ao Mulão. Tudo isso para quê? Para um ônibus fazer uma curva mal feita e espremer meu carro no acostamento. Na boa! Eu deveria ganhar um prêmio Nobel. This is to face giants! Tinha que ser um ônibus?

Um monte de amigos, seguro, internet, UTIL, Rodoviária, policiais, delegacia, BO. Mais de meia noite e eu consigo um abraço gostoso do aniversariante. Casa. Choro. Cama. Mil pensamentos. Tudo isso para aguentar uma sexta que deveria ser só alegria, mas tudo o que eu conseguia pensar era em dormir para não pensar. Aí o dia cisma de fazer um calo infernal para ser vivo algum conseguir dormir. Na delegacia a impressora falta pouco explodir justo na minha vez.

Amanhã (bem, já é hoje) eu vou para fazenda dar um beijo no boi, mastigar capim, chupar limão, brincar com os cachorros, beber, comer para continuar dizendo que as coisas só nos são dadas segundo o nosso merecimento e que o acaso não existe.

Tudo isso para que? Para continuar sorrindo.



terça-feira, 1 de setembro de 2009

Lentes - parte três.


Também dá pra chorar de lentes.


Já chega de teste!