sábado, 31 de outubro de 2009

Quando, Quando, Quando.

Ixi...

Vivendo e aprendendo.


Aprendi que dar aulas de mau humor cansa ainda mais a voz.

Aprendi que meninos de uns 13 anos, quanto mais gostam de você, mais demonstram não gostar quando estão perto dos outros.

Aprendi que nunca é demais oferecer ajuda a uma pessoa querida. Isso é lindo!

Mas aprendi também que você não tem culpa se ela não quiser sua ajuda e muito menos se você não for querida pra ela.

Aprendi que não vale a pena assistir aula sem paciência.

Aprendi que não dá pra ficar muito tempo sem ir à academia. É pior!

Aprendi que tem em quer confiar é fundamental e gostoso demais!

Aprendi que as mães aprendem muito com as professoras dos seus filhos.

Aprendi que as pessoas vão confiar em você se você as der motivos.

Aprendi a ter ainda mais orgulho de mim mesma.

Aprendi que é importante a gente se observar e aí aprendemos muito com a gente mesmos.



terça-feira, 27 de outubro de 2009

O presente e eu.


Hoje eu saí da escola e fui ao shopping tentar comprar um presente de aniversário para o meu irmão. Fui a uma loja aqui outra al. Até sei o que quero comprar, mas a possibilidade de desagradar é um pânico que chega a ser sem propósito. Achei melhor não comprar e deixar que ele escolhesse. Pensei que pudesse até ser mais divertido sairmos os dois juntos para comprar algo.

Eu não gosto de fazer compras e não tenho muita paciência para escolher, comparar preços e decidir. Bem, isso é o que eu sempre digo. No entanto, percebi que isso já não é uma verdade assim tão absoluta (e vindo de mim pouca coisa é). De repente me vi entrando na Leitura e fuçando, feito criança, tudo quanto era coisa. Adoro papelarias! Uma caneta é coisa que dá gosto de escolher. E não dá trabalho nenhum. Comprei um pacote de canetas coloridas, canetas marca-texto, cola bastão, corretivo e tenho a impressão de que esqueci de alguma coisa.

Depois fui à farmácia. Comprei um creme de pele com cheiro (e também sabor, por que não?) de uva que, de certo, vai me render inúmeras piadinhas. Algodão, um par de esmaltes e o anticoncepcional.

Como se já não fosse estranho o suficiente fazer compras for fun eu fui comer uma pizza. Sozinha! Não estava com ânimo para comer na cantina da Tia Sinara hoje. Aliás hoje foi um dia de desânimo total. Quero melhorar logo.

Mas sabe que, no fundo, no fundo, foi divertido?

Estive pensando bem, não é mesmo tão difícil assim fazer escolhas. Escolhi as minhas canetas, o meu creme de pele, a cor dos meus esmaltes, o refrigerante e a minha pizza. Difícil é encarar o medo de tomar decisões que possam decepcionar alguém. Ou ter que decidir algo junto. Não te dá um friozinho na barriga só de pensar que... ? Sei lá o que se pode pensar! Sei lá o que penso. Adoro pizza, adoro comer pizza com as pessoas, mas para mim é a maior tortura decidir qual vamos pedir. Ligar então... Sem chance! Sou a primeira a falar: “pode escolher” e graças a Deus não sou do tipo que acha ruim da escolha depois. No máximo falo: “eu gosto de frango”, mas poucas pessoas sabem que, para mim, bom mesmo é frango à bolonhesa com palmito e catupiry. Muito palmito!

É interessante observar a vida, né? Talvez eu devesse prestar mais atenção nessas coisas. Estar mais tempo sozinha sem desejar alguém por perto, sem desejar o passado de volta e sem ter medo do futuro. O presente e eu, mais ninguém!

Eu preciso ter mais e diferentes motivos para pensar na vida e prestar mais atenção em mim e nas minhas mudanças. Tanta coisa tem mudado e, sem querer, eu esqueci de dar valor a isso.

Antes eu não gostava de fazer compras, de cor de rosa, de depilar no salão, de salto alto, dos mistérios, de vestidos, de alunos adolescentes, de comer frutas ou almoçar sozinha. Mudar é até divertido!

Pensaria mais coisas se não tivesse que ir a aula. Fui cantando Lenine, tentei fazer uma baliza e sem sucesso parei o carro na próxima vaga para mulheres enquanto ouvia “I’m yours”. Sossegada cantei, chorei, respirei fundo, enxuguei as lágrimas e disse para mim mesma: “ô... e como muda!”


Se a aula não estivesse tão chata eu não faria um desenho

tão idiota para testar todas as minhas canetas.



terça-feira, 13 de outubro de 2009

Luana é Dama!

Hoje eu estou fazendo tantas perguntas que, enquanto passeava por alguns blogs, pensei em voltar o meu ao seu nome original: "Quem sou LuAna?"

Eu concordo quando dizem que o que nos move são as perguntas e não as respostas, mas acho "a Dama da cena” mais charmoso e, talvez, eu precise ser mais charmosa e pensar menos no progresso. Devo ser mais singela e me preocupar menos com as respostas, com as perguntas, com os resultados.

Ser Dama faz bastante sentido pra mim. Dama por ter um coração nobre, por ser qualquer mulher e ainda assim desejar uma designação atenciosa ou honorífica. Dama de uma dança que ainda aprenderei a fazer. Dama por ser sempre um pouco atriz. Uma carta de baralho, ainda que eu esteja fora dele.

Dama por causa da intimidade com o nome que herdei do papai. E por ser singela como mamãe. Dama por ser LuAna e ter perguntas a fazer, respostas a ouvir. Dama de uma infinita vontade de encontrar algum sentido.

Dama com certo charme de quem quer se expor. Ou talvez seja mesmo só a tentativa de o fazer.



Em itálico as cinco definições que o mini-dicionário
da Língua Portuguesa Aurélio (2000)
traz para a palavra dama.


segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Varinha de condão.


Me apaixonei! Mas não me apaixonei de qualquer jeito. Estava luanamente apaixonada pela inteligência de um, pelas pernas do outro, pela família dele, pelo sorriso daquele... Aquelas mãos, o beijo, o abraço, o cheiro e lá se ia paixão para dar e vender.

Eram tantos que, impaciente, eu desejei ter uma varinha de condão para, como num passe de mágica, fazer da paixão algo menos complexo. Modéstia à parte seria uma estória muito mais divertida e interessante do que aquela de beijar sapo ou a do príncipe do cavalo branco. Bem mais!

Mágica! Me desapaixonei! Ah! Muito mais fácil.


Meleca! Hoje, desejei ter uma varinha de condão de novo. Inevitavelmente pensei na conexão entre magia e paixão. Sim. Porque eu não podia deixar de ver magia em tudo o que tem me acontecido, tampouco negar que estava apaixonada.

Estou?

Nada de príncipe, cavalo branco, sapo, Romeo, Julieta (é... talvez seja a única parte verdadeira), cartola ou varinha de condão. Era algo indescritível por conectar o tradicional ao moderno e assim sendo já não haveria de ser um conto de fadas. E, embora eu tenha coração, mente, sonhos e orelha de fada, não podia descobrir o segredo da tal connection.

De toda a estorinha ficou a certeza de que “era uma vez...”, a incerteza da certeza, vontade de ter super poderes, algumas lágrimas na hora da despedida e o desejo, não de falar, não de ouvir, mas de viver um “e foram felizes para sempre”.

É uma pena que eu não possa ir para o final do livro. E nem seria justo.