sábado, 5 de fevereiro de 2011

Dr Jekyll and Mr Hyde


At an age when most young people are going out and having fun, I was behaving like a grey-haired old person. This was not easy for me.

Wild thoght danced through my mind. I was not dishonest in any way. I was a serious and also a irresponsible young girl. I was not wholly good but far too much to be evil.

Every man has two sides to his character.


Trecho adaptado do capítulo Doctor Jekyll’s confession.



Leituras de férias.

Enfim tive tempo de ler livros por prazer. A cada dia que passa tenho mais gosto pela leitura e me sinto muito por não ter aprendido a me dedicar a este hábito antes.

Durante estas férias me entupi de Turma da Mônica com a desculpa de que estava comprando para o Rod. Li todas antes e as que não li acabei trazendo pra casa. Já em casa, aproveitando o resto das férias (um mês!) li O Morro dos Ventos Uivantes que há muito estava na estante à espera de um tempinho extra. Tive alguns pesadelos e passei bastante tempo olhando para o teto tentando decidir se eu gostava ou não dos personagens e esses momentos comigo mesma fizeram deste um livro, no mínimo marcante.

Não. Não consegui gostar de Catherine Earnshaw do começo ao fim. Do Heathcliff gostei um pouco, do tanto que ele merecia. Senti, algumas vezes, uma certa simpatia por Cathy, Isabella e Edgar, mas meus favoritos eram Hareton e Nelly.

Depois de passar noites acordada, fosse pelos pesadelos ou simplesmente pela vontade de passar o tempo pensando eu terminei a leitura (recomendo!) e na mesma noite comecei a ler Dr Jekyll and Mr Hyde.

Além disso, me entupi de Dr. Who! Assisti a segunda e a terceira temporadas ininterruptamente. Para quem gosta de um doce final feliz eu realmente caprichei nessas férias. Estou até sentindo falta de uma água com açúcar.

Minha doçura vai ficar guardada até as próximas férias. Agora leio no máximo uma coisa ou outra para a disciplina “Literatura Inglesa II”, no mais vou viver amargamente como uma monografanda até que o fim chegue para eu contar o quão feliz ele foi.

Rio de Janeiro


Na verdade conheci o Rio de dezembro e, como toda cidade turística nas férias estava, estava o maior agito, mas sim o Rio é lindo, sim. Só não era mais lindo do que o motivo que me levou até lá.

Além da minha honrosa companhia gostei dos restaurantes em Copacabana – exceto do feijão. Gostei do hotel, de todos que trabalhavam lá e, sobretudo do café da manha delicioso. A ideia de se ter um ar condicionado em todo e qualquer tipo de estabelecimento é sensacional! Afinal de contas... O calor não é nada lindo. Mal se respira naquele forno!

Não gostei do transito louco, reflexo da má educação e grosseria que em geral todos os cariocas demonstram ter. Confesso que me envergonho por não fazer questão de esconder o meu preconceito, mas... Isso não é só uma leve impressão. Aquelas pessoas que sempre “se acham”, que conversam aos gritos como se estivessem brigando, a falta de gentileza no supermercado, na farmácia, no calçadão... Enfim.

O centro é bacana. Grande, com prédios bonitos. As pessoas têm mais espaço para andar nas calçadas, ao contrário do que acontece no centro da minha querida cidade. As ruazinhas estreitas e de paralelepípedo me fizeram lembrar as cidadezinhas ao redor de BH e eu gostei delas, mas é claro que não me arrisquei a entrar em nenhuma sozinha ou à noite.

O que mais me incomodava no centro, além do transito estupidamente mal educado, eram as chuvas de papel diárias que caiam do alto dos prédios. Papel picado, rasgado, escrito, impresso, colorido, nota fiscal... Como se a janela fosse a lixeira mais próxima de um monte de escritórios.

Pedir informação no Rio, fique sabendo, é a maior roubada! Eles devem estar de saco cheio de tanto turista só pode ser! Ou então nunca conheceram uma Mineira que fala educadamente em baixo tom de voz. Depois de ter ficado duas semanas andando para lá e para cá na Avenida Nossa Senhora de Copacabana ir ao centro também não é uma opção muito inteligente. Nessa avenida há tudo que eu precisava, no centro eu tive que pedir mil informações e ouvir muitas grosserias para conseguir comprar alguns DVDs e achar uma papelaria. Sim! Uma mera papelaria! Sofrimento...

Voltando a parte boa... Os amigos reunidos na praia... Meu Deus! Naquele lugar os homens envelhecem com uma saúde que não dá pra parar de olhar. Gostei também de ficar assistindo “os muleque” jogar futebol nas areias de Copa – quanta habilidade! Gostei de pegar o trem e ir ao Cristo e realmente adorei Laranjeiras!

Meu querido companheiro foi embora, eu voltei para o meu querido Belo Horizonte e o verão continuou. O calor daqui é bem menos desagradável do que o de lá. Bem... Era bastante divertido ver o sol ir embora enquanto cavava um buraquinho com o dedão na areia da praia, mas... Sinto falta mesmo é daquela quantidade imensa de sucos de frutas em todas as lanchonetes, bares e restaurantes.

Parece-me que o que BH tem de boteco e salão de beleza lá se tem de lanchonete e banca de jornal – comprei e ganhei mais Turma da Mônica! Eba!

Sucos de frutas, salgados, tortas... Delícia! Tudo estará ótimo até que você peça um pão de queijo, pizza ou quibe. Não! O negócio lá é mesmo suco natural de fruta (o meu favorito era laranja com morango) e um daqueles sanduíches gigantes. O bauru, aprendi, é o que vem aberto com batatinhas! Completamente diferente de um bauru que se pede em BH.

Comer aquela super porção de camarão e tomar Skol no calçadão também deixou saudade, mas se a minha saudade tivesse nome não seria camarão, calçadão, café da manhã do hotel, Laranjeiras, tampouco suco de frutas.

Seria Rodrigão porque o meu amor é mais Belo que o Horizonte e mais Maravilhoso que qualquer Rio de Janeiro.