segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Decepção


Sobre a minha insilenciável decepção com os homens durante o ano que passou, e mais uma vez, os digo:



Gostar de verdade de futebol

Ouvir músicas variadas

Ser ciumenta, mas ser discreta

Não ter medo de barata

Não fazer questão de que abram a porta

Não pedir que carreguem o peso

Dividir a conta

Não querer ir fazer compras

Não beber

Beber

Dirigir

Ir a Amsterdã

Ir ao Encontro de Jovens com Cristo

Falar três línguas

Trabalhar

Querer receber uma nova família

Gostar de crianças

Escrever poemas

Cozinhar

Lavar

Querer viajar

Achar o maior charme dormir em barracas

Ser, literalmente, flexível

Quase nunca ter dor de cabeça

Ser sincera ao falar de sentimentos

Ser uma princesa

Não ser uma princesa...



Para (a maioria d)os homens, nada disso tem mais importância do que um corpo magro, um cabelo bem arrumado, um rosto maquiado, um pescoço perfumado e um par de seios a mostra.



domingo, 25 de dezembro de 2011

Sobre meu Natal



Por inspiração de minha querida amiga Karine Colen eu gostaria de justificar o fato de eu não mais gostar de Natal:



“Natal pra mim é uma data bem triste, é quando as pessoas lembram o quanto é importante ter uma família e o quanto cada um que já se foi ou que não está por perto faz falta dentro de nós. Aparecem os choros, os abraços que não foram dados o ano todo, as palavras de carinho que deviam ser ditas no dia-a-dia...”



Eu sinto falta de ter uma família e de poder ter por perto as pessoas que são importantes. Qual é a dificuldade de demonstrar carinho no dia a dia? Falta coragem? Tempo? Ou falta mesmo carinho? Sim... Porque se o que falta é carinho, aí está tudo explicado! E o que resta para a noite de Natal é um turbilhão de falso sentimentalismo ou de pura hipocrisia.


A magia do Natal, para mim está neste momento em que as pessoas se olham, se abraçam, se perdoam, conversam e se amam como em nenhum outro dia do ano. Natal é sim uma data especial. Fato! Palavra de quem consegue ser sensível todos os dias do ano. O que quero dizer com isso? Que eu que não costumo perder a chance de demonstrar carinho. Portanto, eu me perguntei hoje pela manhã qual seria o sentido deste Natal para mim.


A minha proposta para o ano que acabou de passar tinha mesmo sido tentar ser mais egoísta, me (pre)ocupar mais comigo e de mim mesma. Com isso, abraços deixaram de ser dados, cartas deixaram de ser escritas, aniversários deixaram de ser celebrados, visitas deixaram de ser feitas, amigos deixaram de ser acompanhados, ligações deixaram de ser feitas, e-mails deixaram de ser respondidos, colegas deixaram de ser levados a sério, pessoas pararam de ser tão admiradas, estrangeiros deixaram de ser amados, favores deixaram de ser feitos e a tolerância, bem como a paciência, tiveram limites. Não amei ninguém menos devido tal escolha, mas tenho a certeza de que fui menos amada. Me senti menos amada, mas aprendi a me amar mais. Contudo me amei sozinha. E, por isso, também hoje quis avaliar se o meu auto investimento valeu a pena.


Eu não sei.


O que me falta não é coragem, tempo nem disposição para demonstrar mais amor aos que estão sempre comigo. Falta é estímulo! Falta que as pessoas tenham paciência, tolerância, carinho, consideração e respeito. Não exijo que sejam na mesma medida, pois aprendi, com uma pessoa muito especial, que nunca devemos esperar que os outros nos amem com a mesma intensidade e da mesma maneira como as amamos. O que eu espero, sempre esperei e continuarei esperando é que, de alguma forma, todo o amor que sinto, todo o carinho que demonstro, toda a preocupação e zelo que sinto fossem recíprocos.


Se você de alguma forma sentiu a minha falta ao longo deste ano, tenha a certeza de que não foi recíproco. Se foi, perdão... Eu não senti o suficiente. Eu esperava mais de você, mas nunca pude cobrar.


O que espero do Natal é o que espero todos os dias ao sair da minha cama ou chegar cansada em casa. É que seja verdadeiro, intenso e recíproco.