terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Consulta médica

- Eh... você tem uma alteração no labirinto sim, mas... Acredito que os desmaios não tenham sido por causa disso não. Como é que foi?

E eu contei a mesma história a um médico já pela sexta vez.

- Você tinha comido bem?
- Sim.  - Contei o que comi, novamente.
- É porque a sua glicemia em jejum é meio baixa. Então... Se ficar mais de duas horas sem comer...
- Mas eu comi! Juro!
- Ó! Não chega a ser labirintite, mas não tem jeito de curar isso. Você é assim! É uma alteração no líquido do labirinto que...
- Mas e aí?
- E aí que te falta energia e você vai ter esses piripaques.
- Mas...
- Se começar a se sentir mal, não tem nada de ter que comer coisa de sal, nem colocar sal em baixo da língua. Come um chocolate!
- Hãn?
- Eu sei que você não deve estar muito habituada a comer doces, porque quando você come muito doces você tem aquelas sensações de mal estar que teve durante o exame, não tem?
- Aham.
- Pois é! Mas TEM QUE COMER! O problema de comer doce é que ele dá energia rápido, mas essa energia também acaba rápido. Então... Começou a se sentir mal, come algo doce e depois faz um lanche direito.
- Mas eu malho antes do almoço.
- Não tem problema! Come! O povo acha que é frescura, mas isso é coisa de mulher. É verdade sim que quando a gente não está bem a gente PRECISA comer doce. Fala a verdade...
- Que?
- Quando foi que passou mal? O que tava acontecendo?
- Hum... Comecinho de outubro. - E minha cabeça processou a informação como "tensão-pré-aniversário".
- E você está apaixonada?
- Que? Hum... Eh... Tô... - Com um sentimento quase que de vergonha ao admitir.
- E você é muito ansiosa, não é?
- Sou sim. - Pensando já bem brava comigo mesma "não tinha nada que achar que tava tudo bem, que eu ia dar conta sozinha, que ele ia ser toda a alegria do mundo e ter parado de tomar o antidepressivo!"
- Pois é... E você se lembra qual foi a última vez que teve esses piripaques? Porque eu... - E enquanto ela me contava de como era a sua vida dos 20 anos até terminar a residência, eu achei todas as respostas.
- Foi na época que eu estava estudando para o vestibular. Época que meu pai começou a beber muito. Minha mãe teve que fechar a mercearia. Minha irmã saiu do emprego... Época que meu ex-namorado estava muito diferente...
- Luana, eu vou te prescrever um remédio. Mas você NÃO vai precisar tomá-lo não é mesmo?! Remédio custa, tem efeito colateral... Você vai prestar atenção no que o seu corpo quer e precisa. Vai comer e vai parar de achar que isso é errado. E se começar a "perder as forças", como você mesma disse, você vai comer algo doce para te dar energia. Combinado?
- Combinado.
- Você coloca um comprimido embaixo da língua se o mundo começar a ficar preto. - Disse ela ao me entregar a receita.
- Tá bom.


E foi assim que eu tive a certeza que o meu Anjo da Guarda está mesmo cuidando muito bem de mim. Que me colocou aos cuidados dos melhores, mais sensíveis e carinhosos médicos.

Foi assim que eu saí do consultório da otorrinolaringologista. Parte envergonhada, parte confusa, mas muito, MUITO agradecida por ver o rumo que as coisas tomam. Fui caminhando na chuva, distraída e... Por mais chateada que eu pudesse estar eu só pensava em uma coisa: "obrigada por cuidar de mim. MUITO OBRIGADA!"

domingo, 9 de dezembro de 2012

Ansiedade


1. Comoção aflitiva do espírito que receia que uma coisa suceda ou não.
2. Sofrimento de quem espera o que é certo vir.
3. Atitude emotiva concernente ao futuro e que se caracteriza por alternativas de medo e esperança; medo vago adquirido especialmente por generalização de estímulos.
4. Angústia.
5. Incerteza aflitiva.
6. Desejo ardente ou veemente..
7. Anseio.
8. Desespero.
9. Impaciência, insofrimento, sofreguidão.
10. Perturbação de espírito.

Ansiedade é quando QUERO que alguma coisa aconteça sem demora. E que aconteça mesmo! Do jeito que eu QUERO, como eu QUERO, quando QUERO e... Ai, como eu quero!

domingo, 11 de novembro de 2012

Boa mudança

Nos últimos meses eu...

Fiquei doente. Muito! Doente do corpo, da alma, do espírito, da cabeça e principalmente do coração. Mas acho que encontrei a cura.
Quis nunca mais ter que trabalhar até voltar a reconhecer a diferença que faço na vida de cada aluno.
Voltei à terapia. E agora faço questão!
Emagreci uns bons quilos de ansiedade.
Adquiri boa carga de alegria muscular.
Senti urgência em voltar a estudar, mas acabei entendendo que há várias formas de se adquirir sabedoria.
E por falar em sabedoria... Resolvi o que tatuar e onde tatuar, mas continuo com dificuldades em me organizar financeiramente.
Descobri muitas coisas. Muitas mesmo! Coisas que dão nó na cabeça! Coisas que me fizeram chorar, desesperar, arrepender, querer desistir... Coisas que me deram medo. Muito medo!
Descobri também outras muitas coisas boas. Coisas que trouxeram alívio, força, amor e liberdade.
E por falar em amor... Vou ser titia do Polegar e vou testemunhar mais dois casamentos de pessoas muito queridas.
Me apaixonei. Por acidente. E, de repente, isso mudou tanta coisa!
Briguei com Deus! Feio. Ele que tente ferrar outra pessoa da próxima vez porque agora, mais do que nunca, Ele sabe que eu me importo. Me importo sim com tudo o que Ele faz por mim, mas Ele sabe que eu sou boa de achar soluções e que confio Nele e em todas as coisas que faz.
Reaprendi a agradecer. Mesmo depois de ver toda a merda e atirá-la contra o ventilador sempre ligado em dias irritantes de tanto calor.
Disse "não" com mais frequência e assim, fui me permitindo, me permitindo...
Tomei mais decisões. Arrisquei. Percorri mais vezes a minha metade do caminho e tentei não esperar.
Talvez eu tenha errado mais vezes. É que... Não sei. Mas eu acho que agora me canso de só acertar.
Conversei com o meu o anjo da guarda pra me distrair e arrumar serenidade.
Acendi velas.
Acabei de perder um título nacional e ainda assim continuo satisfeita com o meu time. Quando a gente aprende a agradecer, tudo faz mais sentido.
Decidi lutar boxe e passar alguns dias em um curso de meditação nas próximas férias.
E por fim... Decidi colocar os amigos no lugar de amigos, a família no lugar de família e os amores (só os merecidos) no tão merecido lugar de meus amores.

E foi assim que eu decidi antecipar os projetos de ano novo. Parar de sofrer. Voltar a sorrir. Eu sou uma pessoa muito querida e mereço uma boa mudança. Chega de tempestade! A luz está logo alí e eu nem preciso ir sozinha para alcançá-la!


segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Sick, tired, disappointed and sad.

I'm sick of (taking such a good care of myself and...) being sick.
Tired of (sleeping a lot and...) being tired.
Disappointed of being (full of hope and...) so often disappointed.
Sad for being (somehow and... always a bit) sad.

domingo, 4 de novembro de 2012

Meu ele perfeito

Ele toca bateria. Eu... piano.
Ele tem o corpo tatuado. Eu... Ainda não.
Ele é bem alto e forte. Eu... nem tanto.
Ele é Galo. Eu? Mais ainda!
Ele cheira bem. E eu, isso aprecio.
Ele tem bom gosto. Eu o saboreio.
Ele já cansou-se de soprar velas. Eu ainda me divirto.
Ele é um pouco tímido. Eu... um pouco sem vergonha.
Ele luta. Eu corro.
Ele desenha. Eu canto.
Mas se ele canta... Eu danço!
Ele me encanta!
Ele faz as contas. Eu os poemas.
Ele joga todos os esportes. Eu chego a ter medo de bola.
Ele na janela. Eu mais perto da porta.
Ele dorme. Eu o acaricio.
Eu durmo. Ele me acorda com um beijo.
Ele dirige. Eu também! Por que não?
Ele pilota e eu fico satisfeita de vestir uma jaqueta preta, amarrar o cabelo e me agarrar na sua garupa.
Ele cozinha. Eu lavo.
Mas se eu cozinho... Ele só come!
Ele abre a porta. Eu passo. Mas só depois de o sorrir.
Se ele vem atrás... Eu tomo a frente e perfumo com alegria seu caminho.
Eu sou Libra. Ele me equilibra.
Eu falo muito. Ele é todo ouvidos.
Se ele resolve falar. Eu faço gosto!
Ele tem o peito macio e quente. Não mais que seus beijos.
Ele quer mais um animal. Eu não abro mão de ter filhos.
Ele come japonês. Eu também.
Ele fala inglês. Eu também.
Eu falo espanhol e francês. Ele, alemão, árabe, mandarim...
Ele espirra. Eu tusso.
Ele ronca. Eu soluço.
Ele tem os olhos da mamãe. Eu, o olhar do papai.
Ele lê Carlos Drummond. Eu, Clarice Lispector.
Ele ri de Boewulf. Eu, choro com E.E. Cummings.
É que ele gosta de aventura. Eu, de romance.
Ele fala grosso, mas é pura gentileza. Eu posso ser ríspida sem alterar a voz.
Ele entende tudo de tecnologia. Eu sou só uma curiosa.
Ele tem alergias. Eu também.
Ele tem muitos amigos. Nós temos.
Ele tem uma família que parece não ter fim. Eu também a terei.
Ele prefere molho branco. Eu, bolonhesa.
Ele escolhe frango. Eu, boi.
Ele quer menina. Eu menino.
Eu arrumo a cama. Ele põe a mesa.
Ele leva o Jake pra passear. Eu deixo as crianças na escola.
Ele quer tomar uma na praia. Eu quero o silêncio das montanhas.
Ele prefere o Sol. Eu a Lua.
Ele é um doce. Eu prefiro um prato salgado.
Ele é curioso. Eu, ansiosa.
Ele é sincero. Eu mais ainda.
Ele lê pra Ana. Eu levo o Miguel ao judô.
Ele dá estrelinha com a Júlia. Eu compro os óculos com o João.
Ele faz o churrasco. Eu a salada.
Ele limpa a piscina. Eu ponho a cerveja pra gelar. E nossos amigos já estão pra chegar!
Ele custou a se acostumar com a aliança. Eu, com o sobrenome.
Eu faço a lista. Ele, as compras.
Ele é Flynn Rider. Eu sou Fiona.
Ele gosta de dragões. Eu, dos vampiros.
Ele, asco de cabelo. Eu, de formigas.
Ele me sorri. Eu pulo e prendo as minhas pernas na sua cintura.
Eu sou 8. Ele é mais ou menos de 80.
Ele pede pra eu começar a oração. Eu começo!
Eu faço tudo direito. Ele, é canhoto!
Ele gosta de pegar peso. Eu, me alongo.
Nós nadamos muito... Eu de costas. Ele, crau.
Ele, chocolate com pimenta. Eu, limão e sal.
Ele, capitão do time. Eu, líder de torcida.
Eu, no céu... Ele, na terra!
Ele, injeção na veia. Eu? Doses homeopáticas, por favor.
Ele rock. I rock. We roll!

sábado, 6 de outubro de 2012

A minha felicidade se chama 5 DE OUTUBRO!

Para o ano dos 25 me enchi de bons planos. Decidi tentar ser egoísta e aprender a cuidar de mim. Decidi me dedicar a conhecer pessoas e fazer novos amigos. Me permiti trabalhar menos, mas acabei sendo vítima de alguns imprevistos. E... Verdade seja dita eu acabei gastando mais... Não me arrependo!

Aos 25 eu aprendi a gostar de malhar. Graças ao Fernando, a Fernanda e ao doutor Joel. Sendo eles, junto comigo, vencedores dos vários quilos a menos, dos quilômetros corridos e dos pesos erguidos. Eu descobri músculos, fiz depilação a laser, mudei a cor dos batons, comprei mais OBs, aumentei o decote e diminui o tamanho dos shorts.

Aos 25 eu voltei a frequentar o Lord, o Jack e conheci a Circus.

Aos 25 eu uso mais protetor solar, maquiagem e salto alto.

Aos 25 eu comecei a estudar francês com a professeur Jolie e me encantei.

Aos 25 meu corpo tomou formas diferentes.

Aos 25 eu penso menos em ter filhos e mais em escrever um livro ou voltar a estudar.

Aos 25 eu me dediquei a cuidar da mente e da alma. Escutei menos músicas e orei mais sozinha no meu carro. Fiz constelação familiar e tive como dever de casa a tarefa de passar 10 dias meditando. Tive coragem de voltar a terapia e, dessa vez sim, foi (e está sendo) um sucesso!

Quebrei telhas na varanda pra espantar a raiva. Briguei e fiz s pazes. Me apaixonei, me desapaixonei... Me apaixonei, me desapaixonei... Me apaixonei, me desapaixonei... Foi como sempre!

Aos 25 eu viajei! Conheci a Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos, terra onde os sonhos se realizam e me rendi... O Rio de Janeiro é mesmo lindo! É só você estar com as pessoas certas.

Aos 25 eu furei as orelhas mais uma vez. 25 e eu ainda não tive coragem para fazer uma tatuagem. Acho até que a vontade diminuiu. Já a atração por homens tatuados...

Aos 25 não doei sangue, não fui ao teatro, não fui a nenhuma cachoeira, não andei de avião e nem de metrô. Ainda... Porque aos 25 eu sou ainda mais ousada e não costumo ficar só na vontade.

Aos 25 decidi que terei festa de aniversário todos os anos da minha vida porque a minha felicidade se chama 5 DE OUTUBRO!

domingo, 30 de setembro de 2012

Frequência e intensidade

Disseram-me que preciso fazer, com mais frequência e intensidade, as coisas que mais gosto e que só assim ficaria doente com menos frequência e intensidade.

Pudera eu trabalhar só às quintas-feiras, escolher uma pessoa a cada dia para conversar, fazer nada, comer mais e nunca engordar, nunca pagar contas, ter tatuagens, ter um cachorro que não faz cocô, tampouco late entre meia noite e dez da manhã.

Loucuras a parte eu decidi que vou dormir mais. Comer mais queijo minas, morango, palmito, brigadeiro, quibe e comida japonesa. Que vou sair mais para lugares diferentes e conhecer pessoas diferentes. Que vou ter festa de aniversário todos os anos. Que vou beber mais tequila e menos cerveja. Que vou ter tempo para fazer minhas unhas, me depilar, tratar do meu cabelo e fazer limpeza de pele mais vezes. Que vou ouvir mais rock. Escrever e olhar para o céu.

Disseram-me também que preciso pensar no que gosto e fazer com mais frequência. Sem deixar com que os outros influenciem negativamente os meus planos. E que ao invés de sempre ceder devo sugerir com mais veemência o que quero às companhias que escolher. Só assim saberia quando realmente quero algo com intensidade.

Então, aprendi que cancelar compromissos e desapontar alguém pode ser bom. Ao menos para mim! Aprendi que nem sempre preciso atender o celular e dizer sim. Aprendi a dizer não e só não. Eles que se virem com os motivos! Aprendi também que dividir tarefas com quem sabe menos ou tem menos responsabilidade sob aquilo que você é um intenso aprendizado! E mais! É saudável. Pesa menos...

Entendi que fico angustiada a cada vez que escondo de mim mesma o que é verdadeiro para mim, para ser para alguém. Aprendi que não me escondo mais! Só por conveniência ou gentileza, mas que isso seja com menos frequência! E na intensidade necessária.

Concluí que se fico angustiada, preocupada, ansiosa ou se assumo mais responsabilidades do que preciso, fico também doente.

Decidi que vou cuidar intensamente dos meus joelhos, dos meus ovários, do meu intestino, do estômago, da garganta e de todas as -ites. "É tudo uma questão de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo."



Saúde!

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O que a bebida revela.

Disseram-me que uma pessoa bêbada mostra muito do seu caráter aos outros. Quando bebo fico demasiadamente apaixonada. Toda sensível e romântica... Boba até! Só com três tapas na cara pra voltar ao normal - costumo dizer.

Pão de Açúcar, Zona Sucos, Mureta do Bar Urca, Pavão Azul, Calçadão, Praia de Copacabana, porções de camarão e bolinho de bacalhau... E quer saber qual foi o clímax do último feriado no Rio de Janeiro? Receber uma mensagem no celular que dizia "galooooooo" bem na hora que eu, naquele samba da Casa Rosa, escutava "Vou Festejar" e morria de saudade do Mineirão.

O que isso diz a respeito de mim? Que anseio coisas que delongam a acontecer. E muitas outras que jamais aconteceram e ou acontecerão. Que sinto saudade. E muita!

Vez ou outra quero quebrar telhas na cabeça de alguém! Mordo. Choro. Bato o copo na mesa. Demoro no banheiro. Aperto os pulsos. Jogo o celular pela janela do terceiro andar...

O que isso diz a meu respeito? Que sou impaciente. Que repudio toda e qualquer forma de desrespeito, indiferença e injustiça. Que odeio cair no esquecimento. Que sinto culpa, saudade e vontades que não posso sentir. Que sou desajeitada e por demais ansiosa e, assim, acabo fazendo tudo errado madrugada após outra!

O que a bebida revela sobre mim?

quarta-feira, 25 de julho de 2012

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Constelação

Pode ser que tudo volte ao normal quando as férias acabarem. Pode ser que mude amanhã ou daqui a alguns minutos. Mas pode ser que dure para sempre. Ou vai que nada mudou, de fato.

Mistério!

Eu que sempre me achei Lua, quis dessa vez ser Estrela. Pedi humildemente que pudesse ser luz e alegria. Quis ser amor. Quis brilhar, quis ser mais forte, ter menos medo e mais coragem. Quis, mais do que tudo, sentir menos culpa.

De tudo isso, o que consegui não sei. Fato é que me sinto mais alegre. Durmo melhor e acordo mais bem disposta. Como melhor, corro mais, nado mais. Sinto uma enorme vontade de ter alguém por perto, de compartilhar, de servir, de me arrumar, de estudar, de cozinhar...

Sinto-me sim responsável, mas responsável só pelo que fiz de errado e nada mais. Sinto também vontade de reparar o erro, de correr atrás do prejuízo e, ao mesmo tempo, sinto que é necessário ter paciência. Que tenho que "deixar agir".

Renovei a fé. Em mim.

Aprendi que olhar para o sol e respirar fundo após chorar MUITO é uma cura! Por mais clichê que isso possa parecer. Cura! Dá forças.

Agora, parece que tenho o mundo brilhando em minhas mãos. Me dando ainda mais força e vida. E tudo o que eu menos quero é decepcioná-lo.

Que brilhe!

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Sobre meu amor

Nasci para ser amante. Preciso amar. Amo sempre e amo muito!
Amante nunca é amada. Ao menos não como deveria, não como gostaria...
Ser amante, contudo, não indica a possibilidade de não ser amada. Indica iniciativa.
Ser amante é ser ativa. Ser amada é ser passiva.
Ser passiva é estar preparada para algo que pode não acontecer.
Ser ativa é tentar fazer com que algo aconteça. E como diria o poeta "eu adoro um amor inventado".
E é por opção que o meu amor amante se faz sempre apaixonado. Vai coração! Vai amar!



segunda-feira, 7 de maio de 2012

De saco cheio

Eu tô de saco cheio de um monte de coisa das quais não consigo me livrar.


De saco cheio de comer e sentir culpa.
De saco cheio de nunca emagrecer.
De saco cheio de estar doente e ver o quanto os médicos são incapazes de combinar um diagnóstico.
De saco cheio de estar sempre rouca e engasgada.
De saco cheio de sentir muito sono.
De saco cheio de ter que, para os outros, estar bonita, mais do que ser bonita.
De saco cheio de viver em obras, de barulho, de poeira e de ir ao banheiro sempre com uma necessair.
De saco cheio de não ter espaço. De não ser bem vinda.
De saco cheio de ser menos importante do que gostaria ou merecia ser.
De saco cheio de não parar de pensar no que os outros pensam sobre mim e meus atos.
De saco cheio de me importar com as pessoas tentando achar razão para toda e qualquer loucura que eu me permito fazer, ainda que com medo de errar.
De saco cheio de errar!
De saco cheio de não saber o que fazer. De fazer. De não fazer...
De saco cheio de não ser correspondida. De esperar.
De saco cheio de não poder ter um cahorro.
De ser segundo plano. Inclusive nos meus por diversas vezes.
De saco cheio de fazer muitos planos.
De saco cheio de me decepcionar.
De saco cheio de ser ciumenta e sempre... controlar.
De saco cheio de ter muitas dívidas e muitas dúvidas.
De saco cheio das roupas apertadas que visto, dos sapatos que me incomodam, de usar sutiã...
De saco cheio de perder objetos pessoais entre uma casa e outra, uma escola e outra, uma sala e outra, um quarto e outro...
De saco cheio do barulho, bem... De saco cheio de me cobrar saber cuidar do meu carro e de não saber, de fato.
De saco cheio dos meus amores inventados e de todas as possibilidades impossíveis que insisto em levar em conta.
De saco cheio de me cobrar demais e de ver pouco resultado em tudo que faço.
De saco cheio!
De saco cheio.

segunda-feira, 12 de março de 2012

E o vento levou...

Puxei a cordinha e vi tecidos de todas as cores secando no varal. Minha mãe estava sentada ali no murinho da horta observando o vento fazer o seu trabalho. Ela estava extremamente satisfeita com os seus novos lençois e toalhas. Isso era uma coisa que ela indiscutivelmente amava poder fazer - comprar coisas para a nossa casa.

Quando me assentei ao seu lado ela me mostrou que havia comprado um novo conjunto daquele que havia sido o meu
favorito quando criança. Aquele com listras cor de rosa que formavam quadrados e algumas flores. Ela disse que foi difícil achar mas que o preço
estava bom e que era "um bom corte". Eu não fazia ideia do que isso significava.

Ela me falou de um por um. O preço, o nome do tecido, onde comprou, como foi negociar... Depois segurou a minha mão e disse que precisaria fazer uma viagem e que já havia comprado tudo. Naquele momento eu podia jurar que ela estava ficando louca, mas ela estava feliz! Satisfeita com as compras. A casa estava arrumada e perfumada. O pratinho e o vaso de todas as flores estavam limpos e secos. Ela fumava um cigarro e tentava me explicar melhor o que estava acontecendo, mas eu não entendi nada. Ainda não entendi nada... Só entendi que minha mãe finalmente estava feliz, deixou o que conseguiu deixar, foi embora e nunca mais pode voltar.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Sou uma otimista

Acredito em amor, em magia e na felicidade plena do paraíso. Apesar de tudo, sou uma otimista e é por isso que converso com Deus e me conformo em acreditar que ele está fazendo o que pode.

"Eu que não sei pedir nada", confio. Confio com a certeza de que eles me observam e sabem que "sou amor da cabeça aos pés", que escolho o filme pelo nome mais romântico e que "adoro um amor inventado".

"Eu que não sei pedir nada", espero sinais e, vez ou outra, sinto vergonha por não parecer real e por querer, sempre, o que sequer posso ousar pedir.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

:a Dama da cena:

Quando a luz cessou ela continuou no palco. Sozinha! Sorriu, chorou, fez graça, fez drama, cantou, tirou as roupas, se embebedou, fingiu, mas não fugiu. Encarou o medo do escuro. Buscou razões para confiar que seria possível. Ela não podia sair de cena, mas temia ser confiante e estar errada novamente. Punia-se pelos seus erros e ainda assim era alegre frente tanta tristeza. Notou, por entre randômicos fechos de luz, que alguns de seus melhores expectadores se foram (para sempre...), mas a deram a alegria de saber que estiveram ali e que também acreditavam naquele espetáculo. Inevitavelmente eles seriam eternos.

Ela esperava por algo que não sabia se existia. Sentia falta de muita coisa. Estava tentando acreditar que havia uma melhor maneira. Inquieta. Insegura. Vez ou outra ela foi suficientemente forte para chorar quando sentiu vontade. Chorou muito! Chorou por não saber qual era a melhor maneira de continuar estrelando. Logo ela que possuia o brilho de Lua! Quisá ainda não saiba a melhor maneira de fazer nada. Dama não saiu de cena, permaneceu e ainda está tentando. Isso é o que mais importa agora. Ela tinha um espetáculo a viver. Ela e só ela:a Dama da cena:

sábado, 11 de fevereiro de 2012

A gosto do oposto

Grande por fora, pequena por dentro.
Ignorante, mas cheia de detalhes e de atencão a eles.
Ocupada com a culpa e ainda assim disponível ao erro.
Tolerante à intolerância.
Cheia de nada e vazia de muitas coisas.

Sinto medo do que há de mais encantador.
Encanto com o que possuo de mais medonho.
Rio quando choro, mas nunca chorei por rir.
Esqueço de me lembrar, mas sou incapaz de lembrar de me esquecer.
Choro a fé.
Padeço.
Omito o óbvio.
Grito silenciosamente.
Silencio gritos.

Me esforço para relaxar.
Concordo com o absurdo.
Mereço o que não possuo.
Não pertenço a perda pois
Sou amiga do impossível.
Sou discutivelmente incrível.
Perfeitamente insegura.
Com os pés fincados nas nuvens
Me apego a liberdade,
Organizo a libertinagem
E cruzo os braços para fazer muita coisa acontecer.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Tempo


Houve um tempo em que tudo parecia feliz novamente.

Tempo de alegria, tempo sem horário marcado, de almoço especial com a família reunida, de orações em grupo, de aprender um novo dialeto, de festa surpresa, de festa não surpresa, de jogos de carta, jogos de tabuleiro, de karaokê ou de xixa.

Tempo de praia, de camarão, de queijinho na brasa, de jacarezinho, de tomar uma no quiosque ouvindo músicas bizarras e dando risadas aos montes. Tempo de comprar lembrancinhas e guardar na lembrança um lance de verão. Um lance é mesmo só um lance!

Tempo de ter/ser família de novo.

Tempo de conquistar novos amigos, contar e recontar segredos, ouvir fofocas, de brincar de “verdade ou consequência” ou de “eu nunca”. Tempo de me desapaixonar por quem não mais merece e me apaixonar pela opção mais gostosa e, ao mesmo tempo, a mais impossível.

Tempo de reaproximação, de visitas, de lidar com atitudes inesperadas.  De Burger King, de fazer compras como mocinha e de aprender a trocar pneu. Tempo de sentir vontade de resgatar quem ficou no passado.

Tempo de me decepcionar e de ter tempo para dar atenção a isso. Tempo de esquecer, de ignorar ou resolver. Tempo de ter várias escolhas.

Tempo de ouvir o que os outros tinham a me falar. De conflitar ideias, de brigar, de querer fugir de casa e de, graças a Deus ter para onde ir sem ferir os que ficaram. Tempo de tentar curar ou de ferir menos, quando possível.

Tempo de estudar o presente e planejar o futuro. Tempo de fazer promessas. Tempo de reflexões. Tempo de mais mudanças.

Tempo de ter tempo, de gostar do tempo, de fazer mais tempo e de querer mais tempo.

Esse tempo feliz era o tempo de férias.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Personal Bubble Space


OK. The thing is:

I'm, literally,  a large person. So I NEED a large personal space and you would need a LARGE effort to invade it and get into my bubble.














But I do believe you could gently do that at some point.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Exemplar Disponível Ao Roubo

Miguel é confuso, misterioso, inteligente...
É politicamente rebelde.
É um homem de repetições sem propósito
E de métodos que não se sabe definir se arcáicos ou modernos
Pelos efeitos que nos causam.

Miguel quer esquecer os dezembros.
Suponho que tal mês o remeta a uma louca solidão,
Como a de um pombo que vive numa praça de Londres.

Miguel é inseguro e "sangra dúvida".
É sagaz e nada fugaz.
Miguel é exótico!
É mentiroso, mas é romântico...
Feliz de Marina que recebe a libertinagem erótica de Miguel.

Feliz o acaso,
O mar e o lar.
Feliz alcova
Que aninha Miguel, Marina
E toda a Irmandade.