sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Sou uma otimista

Acredito em amor, em magia e na felicidade plena do paraíso. Apesar de tudo, sou uma otimista e é por isso que converso com Deus e me conformo em acreditar que ele está fazendo o que pode.

"Eu que não sei pedir nada", confio. Confio com a certeza de que eles me observam e sabem que "sou amor da cabeça aos pés", que escolho o filme pelo nome mais romântico e que "adoro um amor inventado".

"Eu que não sei pedir nada", espero sinais e, vez ou outra, sinto vergonha por não parecer real e por querer, sempre, o que sequer posso ousar pedir.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

:a Dama da cena:

Quando a luz cessou ela continuou no palco. Sozinha! Sorriu, chorou, fez graça, fez drama, cantou, tirou as roupas, se embebedou, fingiu, mas não fugiu. Encarou o medo do escuro. Buscou razões para confiar que seria possível. Ela não podia sair de cena, mas temia ser confiante e estar errada novamente. Punia-se pelos seus erros e ainda assim era alegre frente tanta tristeza. Notou, por entre randômicos fechos de luz, que alguns de seus melhores expectadores se foram (para sempre...), mas a deram a alegria de saber que estiveram ali e que também acreditavam naquele espetáculo. Inevitavelmente eles seriam eternos.

Ela esperava por algo que não sabia se existia. Sentia falta de muita coisa. Estava tentando acreditar que havia uma melhor maneira. Inquieta. Insegura. Vez ou outra ela foi suficientemente forte para chorar quando sentiu vontade. Chorou muito! Chorou por não saber qual era a melhor maneira de continuar estrelando. Logo ela que possuia o brilho de Lua! Quisá ainda não saiba a melhor maneira de fazer nada. Dama não saiu de cena, permaneceu e ainda está tentando. Isso é o que mais importa agora. Ela tinha um espetáculo a viver. Ela e só ela:a Dama da cena:

sábado, 11 de fevereiro de 2012

A gosto do oposto

Grande por fora, pequena por dentro.
Ignorante, mas cheia de detalhes e de atencão a eles.
Ocupada com a culpa e ainda assim disponível ao erro.
Tolerante à intolerância.
Cheia de nada e vazia de muitas coisas.

Sinto medo do que há de mais encantador.
Encanto com o que possuo de mais medonho.
Rio quando choro, mas nunca chorei por rir.
Esqueço de me lembrar, mas sou incapaz de lembrar de me esquecer.
Choro a fé.
Padeço.
Omito o óbvio.
Grito silenciosamente.
Silencio gritos.

Me esforço para relaxar.
Concordo com o absurdo.
Mereço o que não possuo.
Não pertenço a perda pois
Sou amiga do impossível.
Sou discutivelmente incrível.
Perfeitamente insegura.
Com os pés fincados nas nuvens
Me apego a liberdade,
Organizo a libertinagem
E cruzo os braços para fazer muita coisa acontecer.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Tempo


Houve um tempo em que tudo parecia feliz novamente.

Tempo de alegria, tempo sem horário marcado, de almoço especial com a família reunida, de orações em grupo, de aprender um novo dialeto, de festa surpresa, de festa não surpresa, de jogos de carta, jogos de tabuleiro, de karaokê ou de xixa.

Tempo de praia, de camarão, de queijinho na brasa, de jacarezinho, de tomar uma no quiosque ouvindo músicas bizarras e dando risadas aos montes. Tempo de comprar lembrancinhas e guardar na lembrança um lance de verão. Um lance é mesmo só um lance!

Tempo de ter/ser família de novo.

Tempo de conquistar novos amigos, contar e recontar segredos, ouvir fofocas, de brincar de “verdade ou consequência” ou de “eu nunca”. Tempo de me desapaixonar por quem não mais merece e me apaixonar pela opção mais gostosa e, ao mesmo tempo, a mais impossível.

Tempo de reaproximação, de visitas, de lidar com atitudes inesperadas.  De Burger King, de fazer compras como mocinha e de aprender a trocar pneu. Tempo de sentir vontade de resgatar quem ficou no passado.

Tempo de me decepcionar e de ter tempo para dar atenção a isso. Tempo de esquecer, de ignorar ou resolver. Tempo de ter várias escolhas.

Tempo de ouvir o que os outros tinham a me falar. De conflitar ideias, de brigar, de querer fugir de casa e de, graças a Deus ter para onde ir sem ferir os que ficaram. Tempo de tentar curar ou de ferir menos, quando possível.

Tempo de estudar o presente e planejar o futuro. Tempo de fazer promessas. Tempo de reflexões. Tempo de mais mudanças.

Tempo de ter tempo, de gostar do tempo, de fazer mais tempo e de querer mais tempo.

Esse tempo feliz era o tempo de férias.