Houve um tempo em que tudo
parecia feliz novamente.
Tempo de alegria, tempo sem
horário marcado, de almoço especial com a família reunida, de orações em grupo,
de aprender um novo dialeto, de festa surpresa, de festa não surpresa, de jogos
de carta, jogos de tabuleiro, de karaokê ou de xixa.
Tempo de praia, de camarão, de
queijinho na brasa, de jacarezinho, de tomar uma no quiosque ouvindo músicas
bizarras e dando risadas aos montes. Tempo de comprar lembrancinhas e guardar
na lembrança um lance de verão. Um lance é mesmo só um lance!
Tempo de ter/ser família de novo.
Tempo de conquistar novos amigos,
contar e recontar segredos, ouvir fofocas, de brincar de “verdade ou consequência”
ou de “eu nunca”. Tempo de me desapaixonar por quem não mais merece e me
apaixonar pela opção mais gostosa e, ao mesmo tempo, a mais impossível.
Tempo de reaproximação, de
visitas, de lidar com atitudes inesperadas.
De Burger King, de fazer compras como mocinha e de aprender a trocar
pneu. Tempo de sentir vontade de resgatar quem ficou no passado.
Tempo de me decepcionar e de ter
tempo para dar atenção a isso. Tempo de esquecer, de ignorar ou resolver. Tempo
de ter várias escolhas.
Tempo de ouvir o que os outros
tinham a me falar. De conflitar ideias, de brigar, de querer fugir de casa e
de, graças a Deus ter para onde ir sem ferir os que ficaram. Tempo de tentar
curar ou de ferir menos, quando possível.
Tempo de estudar o presente e
planejar o futuro. Tempo de fazer promessas. Tempo de reflexões. Tempo de mais
mudanças.
Tempo de ter tempo, de gostar do
tempo, de fazer mais tempo e de querer mais tempo.
Esse tempo feliz era o tempo de férias.
2 comentários:
Eita tempo feliz!
Muito... Quero mais!
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