sexta-feira, 16 de agosto de 2013

O admirável peso de eu não ser.

Eu sei que já passei da fase de pensar "o que quero ser quando crescer?", mas vez ou outra ainda tenho desses momentos de pensar no futuro quase que tentando evitar o fato de que o meu futuro já está acontecendo.
Talvez eu seja muito ambiciosa pra nunca sossegar. Talvez eu não preste pra nada direito. Talvez eu não consiga manter o foco. Talvez eu seja uma covarde. Talvez todas as boas oportunidades me escapem... Eu reconheço as minhas habilidades. Mas talvez eu seja só insegura, indecisa e humilde além da conta.
Eu me pego pensando nas pessoas que tanto admiro e vejo que ainda estou longe de chegar ao nível de uma delas. Estou longe de ter um super marido, alguns filhos e uma família tranquila. Longe de ser cult, viajada e saber falar bem sobre qualquer assunto que surja numa roda de amigos e, principalmente, fora dela. Longe de ter dons musicais. Longe de ser uma mulher linda, sexy, segura de si e imponente. Longe de tomar conta dos próprios negócios. Longe de não ceder ao capitalismo, ao consumismo, às futilidades. Longe de estar sempre se divertindo como se fosse uma pessoa inatingível. Longe da autoestima, da autoconfiança, da paz de espírito, da mente tranquila... Longe de tanta coisa que... O admirável peso de eu não ser. É isso! Quanta inquietude! Quais são os meus planos então? Onde está o futuro e o que vou fazer dele? Hum... Eu não sei. Não sei mesmo. É que talvez o futuro nem exista e eu fico esperando por ele.