quinta-feira, 25 de setembro de 2014

26

Aos 26 eu me desapaixonei. E fiz bem. Passei por mais um processo de... de... RENOVAÇÃO! Aos 26 eu voltei às aulas de pilates porque foi necessário. E acabei descobrindo que malhar na piscina é melhor. Até eu começar a frequentar o grupo que malha na praça.
Aos 26 eu li livros de autoajuda que ampliaram e elevaram os horizontes.
Aos 26 eu pensei em começar a ter uma casa. Plano a longuíssimo prazo! Mas pensei bem e resolvi ficar por aqui mesmo.
Aos 26 eu resolvi delimitar o meu espaço e, ao mesmo tempo, aos 26 eu quis estreitar os laços familiares. Só que, dessa vez, eu fui mais seletiva e insistente.
Aos 26 eu conheci a Seicho-No-Ie e o grupo Fraternidade Espírita Irmã Scheila. Aos 26 eu fui criando novas estratégias para cuidar da minha espiritualidade.
Aos 26 a minha cozinha começou a funcionar. Junto, as minhas comidas mais saudáveis, as dietas, as visitas mais frequentes que eu quis atrair, uma segurança maior, uma (auto) afirmação. Comer é uma coisa que me faz muito feliz. Eu precisava de uma cozinha!
Aos 26 eu estabeleci regras de convivência na minha casa, pra mim mesma e só para mim. Preparar as minhas próprias refeições, comer só sentada à mesa, trabalhar/estudar só na classroom... Essas coisas! Funcionou. Um pouco... O suficiente, eu acho.
Aos 26 o meu emprego novo me trouxe frio na barriga por causa dos ups and downs.
Aos 26 eu comecei a pensar em financiar um carro novo. Acabei optando por um novo carro e estou satisfeita!
Aos 26 eu decidi que uma casinha num lugar sossegado do interior é mais a minha cara. Nada de viagens ao exterior nem apartamentos luxuosos.
Aos 26 eu comecei a me interessar em fazer uma previdência privada e em jogar na Mega Sena esporadicamente. A primeira opção saiu do papel. A segunda não.
Aos 26 eu entendi melhor a vida, aboli de vez todas as ideias suicidas que já tive e não tenho mais medo da morte. Não mesmo. O que eu tenho vez ou outra é uma vontade de ver a vida passar rápido para ver até onde, como, quando e com quem ela vai. Life drags!
Aos 26 eu comecei a domar o subconsciente. Aprendi que não sou só boa. O que há de ruim em mim também precisa existir. Eu aceitei que era medrosa, insegura, invejosa, dependente, solitária e mais um monte de coisas ruins e foi criando essa consciência que (acredite!) eu me tornei uma pessoa ainda melhor.
Aos 26 eu conheci Atibaia, Extrema e Bragança Paulista...
Aos 26 eu conheci o Acervo do Tuzzi e lá, um dos bateristas mais charmosos dos últimos tempos. E foi observando (podem ler ba-bando mesmo!) esse batera que descobri que o meu “Ele perfeito” é só uma parte de mim que não tem coragem nem oportunidade de ser. Eu entendi que as coisas que mais admiro em um homem são as características que eu mesma gostaria de ter. Entendendo isso, aceitei que não posso esperar que uma pessoa seja assim tão exatamente o que eu desejo se nem eu mesma, consciente disso tudo, consigo ser essa pessoa. Ou seja... Durante os 26 nenhum “ele” conseguiu ser nada perto de “perfeito”.
Aos 26 eu decidi adotar uma criança se a minha não vier em tempo. Aos 26 eu acabei adotando uma vira-latinha linda que me fez descansar desses pensamentos.
Aos 26 eu decidi que teria um (ou mais!) filho e o ensinaria a ser positivo e agradecido. A ser justo e a entender a relatividade da justiça. A amar meus pais (sim, meu pai também!) mesmo sem nunca os terem conhecido porque devemos amar, agradecer e honrar os nossos antepassados.
Aos 26 eu comecei a entender os recados do Universo com mais facilidade. E talvez eu tenha entendido melhor os meus sofrimentos, medos e missões nessa vida. Talvez não...
Aos 26 eu percebi que eu era inconstante demais para me tatuar e tive um empurrãozinho das providências divinas para me fazer desistir da Saduh. Bem... pelo menos por enquanto.
Ainda aos 26 eu insisti em me tatuar. Que fique registrada a minha inconstância então. Sábio é que se permite mudar de ideia.
Aos 26 eu decidi decorar a minha casa. E mais! Decidi que aqui seria mesmo a minha casa e já coloquei uma simples reforma nos planos para 2015.
Aos 26 eu quis ter uma planta e cozinhar com mais frequência para mim mesma. Feito!
Aos 26 eu decidi que iria a uma cachoeira ao menos uma vez por ano.
Aos 26 eu inventei a simpatia das unhas cor-de-rosa.
Aos 26 eu emprestei o Gulim ao meu irmão por uns tempos e após muitos ônibus (mais o tempo “perdido” no ponto) e caminhadas eu passei a dar ainda mais valor ao meu carro. Grata sou!
Aos 26 eu experimentei a dieta do Dr. Dukan meio que a contra gosto. Do meu médico endocrinologista, é claro! E, ainda na primeira fase, ao passar mal, eu tive que concordar com ele de que isso era uma péssima ideia!
Aos 26 eu tive o prazer de me sentir madrinha de verdade e colocar a mão na massa. Eu já havia casado tantos casais. Nenhum como Karine e Warley.
Aos 26 eu decidi dar nome a todas as coisas que fazem parte da minha vida. Talvez assim eu estivesse acompanhada por mais tempo.
Aos 26 eu voltei ao Jack Rock Bar em sua nova edição. Sucesso!
Aos 26 eu decidi, de fato, me preparar para o mestrado-2015. Acho que isso faz parte do meu projeto mãe-20??. Depois, dando preferência à mudança profissional, achei melhor começar pela pós mesmo. Mas o retorno à vida acadêmica não está longe!
Aos 26 eu tive a certeza de que uma criança bem pequenininha é capaz de ocupar um espaço vazio, por maior que ele seja, no meu coração.
Aos 26 eu aprendi a usar sombra preta. Yeah!
Aos 26 eu comprei um espremedor de laranjas que chamei de Gerônimo. Ele fez a nostalgia ter um sabor bom. E fez também o presente ficar mais saudável!
Aos 26 eu experimentei uma aula sensual de pole e chair dance. Ficava imaginando se algum dia eu entraria na camisa social de um homem e se teria oportunidade de fazer aquelas coisas. Puf!
Aos 26 me tornei coordenadora, professora de música, contadora de histórias...
Aos 26 me comprei um karaokê. :D
Aos 26 eu li: Viagens da Alma, Controles Imperfeitos, Perdas Necessárias, O Evangelho Segundo o Espiritismo, Para Viver Bem, O Catador de Conchas, The Interpreter...
Aos 26 eu reencontrei aquele cristal que um dos anjos mais queridos que já tive me deu com tanto carinho e me apeguei a mais um amuleto, na tentativa de não me afastar da fé e proteção. Querendo me blindar com boas energias.
Aos 26 eu fui a Brumadinho, ao bar do Mandico, em Marinho e em Aranha.
Aos 26 eu aprendi a tocar berrante e a fazer pizza com pão sírio.
Aos 26 Tia Luana se (re)apaixonou reciprocamente por Sofia, Luca, Rafael, João Pedro e Clara. É que aos 26 Luana resolveu dar uma nova chance a instituição família. E as crianças... Ah! As crianças não têm culpa de nada. Elas estavam na seleta lista. É uma pena que a insistência não tenha funcionado muito bem com elas.
Aos 26 meu primo Fred me ensinou que bons investimentos trazem retorno.
Aos 26 entendi que não era nada santa, mas mesmo assim vou na cara dura e muitas vezes ajo com candura pra conquistar.
Aos 26 eu descobri o Tinder e conheci o Renato, o Eduardo, o Marcos, o Leandro, o Fábio e aí eu parei tudo. Parei! Parei mesmo!
Aos 26 eu perdi a voz. Tive uma baita faringite/laringite/sinusite e sabe-se mais o quê. Depois apareceram outros sintomas, diagnósticos e tratamentos. Mas sem voz, não só bastasse a derrota de não conseguir trabalhar eu tive que fazer sessão de psicoterapia por escrito. A que ponto todos os meios me levam ao mesmo fim? Justifica?
Aos 26 eu comecei aprender a tocar bateria. Muito mais legal do que socar o volante.
Aos 26 me desencontrei mais uma vez com o Dr. Joel e acabei encontrando o Dr. Evandro. Comecei tudo de novo e dessa vez não tenho dúvida de que a meta será alcançada!
Bem, com tantas enfermidades durante os 26, eu não consegui malhar, comer, trabalhar, dormir, emagrecer e... mudei de ideia, claro!
Aos 26 eu bati o Gulim em uma maldita caçamba, mal posicionada de frente à minha garagem. Unf!
Aos 26, dar um rumo mais certo a minha vida profissional tornou-se mais do que prioridade. Urgência! O que faz uma professora sem voz? Uma escritora que não tem tempo para escrever as ideias? Uma ótima aluna que não decide o que estudar?
Aos 26 eu perdi a aliança da minha mamãe. Eu perdi...
Aos 26 eu fiquei com tanto, mas tanto medo de tentar novamente.
Aos 26 eu tive que arriscar. Tive que arriscar a gostar de alguém de novo. E eu tentei TODAS as vezes que encontrei alguém gostável. Ainda bem!
Aos 26 eu pensei melhor e deixei de arriscar. Não dá mais.
Aos 26 eu ouvi o que precisava ouvir e entendi que era culpa.
Aos 26 eu decidi largar o TFLA sem me apartar, sem desfazer os laços. É muito amor!
Aos 26 eu dei uma nova chance às leituras previsíveis de Augusto Cury. Sem sucesso!
Aos 26 eu voltei a usar o Pantoprazol, voltei a me consultar com a otorrino Ana Paula, às sessões de fonoterapia e à dieta antirrefluxo. Isso sem falar da absoluta regra de comer pouca quantidade, vária vezes ao dia e NUNCA ficar em jejum.
Aos 26 eu virei carateca – ou quase isso.
Aos 26 eu (re)aprendi a falar com a ajuda da fono.
Aos 26 eu tive a certeza de que é mais fácil ter amigos do que família, mas que de qualquer forma eu precisava reconstruir tanto os meus laços de amizade quanto os familiares.
Aos 26 eu, que adoro futebol, assisti a Copa do Mundo menos interessante da minha vida até então.
Aos 26 eu tive a certeza de que não tenho sorte no amor.
Aos 26 eu decidi me envolver, mesmo não tendo sorte.
Aos 26 eu adotei a Ronda e com ela me senti mãe, querida e bem acompanhada o suficiente.
Aos 26 meus olhos tornaram-se ainda mais míopes. Eu fiz novos óculos, comprei novas lentes...
Aos 26 eu decidi trocar de carro. Obrigada por tudo Gulim!
Aos 26 eu vi o Brasil não ganhar a Copa e achei justo. Achei sim.
Aos 26 eu fui fazendo o que estava ao meu alcance (e o que estava à fim de fazer!) para desfragmentar a minha família.
Aos 26 eu troquei de carro. Enfim! Mas o Gulim ainda faz parte da família. E aos poucos Augusto vai tomando o seu lugar.
Aos 26 eu tive várias funções no meu emprego novo e aprendi muito com isso.
Aos 26 eu tirei meu piercing do nariz por causa do novo emprego. E o do tragus por causa do karate. Sinto falta dos dois. Muita! Acredite.
Aos 26 eu tive uma suspeita de pneumonia. E uma dolorida pleurite.
Aos 26 eu parei de comer a borda da pizza.
Aos 26 me afastei de das companhias indesejadas e dos amigos que desconhecem reciprocidade.
Aos 26 eu fiz cotações de seguro veicular.
Aos 26 eu conheci pastilhas de freio, vi como se troca limpadores de para brisa e também pneus.
Aos 26 eu comecei a aprender o santin. Comecei a gostar da fono...
Ah... Aconteceram tantas coisas nesse ano. Muitas boas e outras nem tanto, mas fato é que tudo isso me preparou melhor para começar um ano novo.

Obrigada, 26. Seja muito bem-vindo, 27. Vamos ser mais saudáveis, sábios e felizes juntos? Vamos!


Para começar os 27 eu quero:


- Uma lancheira. Sim! Daquelas de criança pra eu levar pra escola! :)
- Uma bolsa bem grande. Porque eu vou ter uma lancheira, mas continuo sendo professora. :p
- Uma escova rotativa. Porque dá pra dormir mais se o cabelo já estiver arrumado ;)
- Um aspirador de pó e água. A moderna Amélia aqui agradece.
- Um mixer. Sabe? Aquele negócio de fazer suco de frutas.
- Um Mp4.
- Um vaporizador novo. O meu estragou. Usei demais!
- Óleo corporal. Tenho usado o de ameixa da Boticário. Gosto do de jabuticaba também.
- Havaianas! Por favor! Ronda comeu tudo. Tenho só um par agora. :/
- Eu adoro anéis e tornozeleiras. Preciso também de brincos pequeninos que não me cocem.
- Aceito uma capa para o celular Samsung Galaxy Trend.
- E o tanto que eu gosto de pijamas? Quero um de cada tipo! Tô precisando!
- Insisto em dizer que palmito é um ótimo presente pra mim.
- Sabe? Ando mesmo investindo nesse negócio de ser “atleta”. Quero um desses relógios que medem frequência. Pode ser?
- Tenho tido pouquíssimas oportunidades para me maquiar, mas batom/protetor labial, protetor solar, máscara, sombra... Isso é sempre um bom presente, não é?
- Preciso de um mouse wireless.
- Uma mochila grandona cai bem também. Pra dar conta da rotina aqui...
- Quero um kit churrasco. Facas, amolador, pregador... Nada chique. Eu gosto de ganhar coisas de casa.
- Não vou mentir... Ainda nem li os livros que ganhei no ano passado, mas se você quer mesmo me dar livros, procure esses aqui ó:

Eu Tinha Um Cão Negro Seu Nome Era Depressão - Matthew Johnstone;
A beleza está nos olhos de quem vê – Camila Cury;
Quem é você, Alaska – John Green;
Cidade de papel – John Green;
Para sempre – Alysson Noel;
O cérebro de Buda – Rick Hanson;
Osho

Enfim... Livros sobre as fases do desenvolvimento infantil, sobre cães, karate, filosofia, crianças, inglês, educação, psicologia, espiritismo, coaching, emagrecimento, autoestima, meditação, relacionamentos, desenvolvimento pessoal/espiritual... Livros! CD’s, DVD também são bem-vindos. 


Chega! Para comemorar e para eu começar os meus 27, já está mais do que bom.